O futuro do trabalho


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Às vezes a inteligência humana cria e, depois, preocupa-se com resultados de sua criação. Mais alguns anos, ou, improvavelmente, décadas, e o trabalho escapará das nossas mãos, transferido para as máquinas inteligentes que criamos. Diante dessa possibilidade, sociólogos e analistas estão preocupados. O que ocorrerá com a humanidade, em tão breve espaço de tempo? Olhado do ponto de vista meramente material, este é um assunto inevitavelmente preocupante. O que fazer com a massa de desempregados?
 
Sugestões preconizam a redução da carga horária, dividindo-se o tempo de trabalho ativo entre todos, de que, todavia, adviria grave problema a requerer solução: remuneração que nos garantisse subsistência condigna, o que seria dificultado pela indisposição geral de ceder para repartir. Outras pensam na ociosidade. Propõem que não haja horas vazias, aproveitando-as no desenvolvimento intelectual, em cursos de aperfeiçoamento, seja na profissão, nas artes em geral, na pesquisa, na ciência, no esporte, assim como na participação em trabalhos assistenciais voluntários. 
 
Há, também, quem sugira que as mães sejam remuneradas pela dedicação aos filhos. Como antigamente, a afetiva proximidade maternal, ensinaria e exemplificaria, com o que se melhoraria a performance da educação. E veja que esta, como qualquer outra atividade útil, é de tão elevada importância que espíritos como André Luiz e muitos outros, pela psicografia de Chico Xavier, nos avisam que, no plano espiritual, a remuneração pelo “bônus hora” felicita muita gente, quer dizer, muitos espíritos, que se dedicam a educar.
 
Em tempo: é certo que as preocupações se transformarão em felicidade para os bons. Lembrem-se de que vivemos tempos de transição. É de Jesus o prenúncio: “Os justos herdarão o paraíso terrestre.”
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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