Após troca de bebês, Santa Casa demite quatro funcionários


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Diretores da S. Casa em entrevista ontem: hospital afirma que troca ocorreu por falha humana
Diretores da S. Casa em entrevista ontem: hospital afirma que troca ocorreu por falha humana
A troca de bebês ocorrida na maternidade da Santa Casa foi avaliada internamente como um grave erro. Providências foram tomadas com rapidez, dizem seus diretores. De acordo com a direção do hospital, a causa se deu por falha humana e demitiu quatro funcionários que não teriam seguido corretamente o protocolo estabelecido para confirmar as identificações dos recém-nascidos. Os cuidados serão reforçados para que problemas semelhantes não voltem a acontecer.
 
Na manhã de ontem, dois dias após a informação da troca de bebês ter se tornado pública, médicos, diretores e advogado da Santa Casa concederam entrevista coletiva para darem explicações. Anteriormente, o hospital havia se limitado a divulgar nota sem maiores detalhes do ocorrido.
 
A Santa Casa afirmou que realiza, em média, 300 partos todos os meses, sendo que 39% são de alto risco, e que a troca foi um problema pontual, corrigido em dez horas pelo protocolo interno de segurança de procedimento. 
 
“O que aconteceu foi uma falha humana. A técnica de enfermagem não fez a checagem entre a pulseira da criança com a mãe que estava corretamente descrita. Ela pegou a criança e entregou para a mãe trocada”, disse o diretor-técnico Marcelo de Paula Lima. “No segundo momento, quando fomos averiguar a segunda criança que iria sair da maternidade, aí, sim, o protocolo foi cumprido pelas nossas técnicas e, consequentemente, foi identificada a troca dentro da própria maternidade. Tantos os bebês, quantos as mães, estavam devidamente identificados”, completou.
 
Com o consentimento das famílias, foi realizado o exame de DNA para esclarecer as dúvidas referentes à paternidade e, só então, a troca foi desfeita e os bebês deixaram o hospital. 
 
Após constatar a falha humana e identificar os culpados, a Santa Casa demitiu três técnicas de enfermagem que tiveram contato com os bebês e que, segundo o hospital, não observaram as informações que constavam nas pulseiras de identificação. A enfermeira responsável pela maternidade no dia em que foi feita a inversão das crianças também foi mandado embora.
 
Além das demissões, a direção afirmou que adotará providências para aperfeiçoar o protocolo de identificação. “Cada bebê vai ganhar uma pulseira de cor diferente com todas as informações necessárias para a identificação. A comunidade pode ficar tranquila. A Santa Casa trabalha há mais de um século com serviço de qualidade e procurando dar segurança à população”, concluiu Marcelo de Paula.

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