Santa Casa afirma que troca de bebês se deu por falha humana


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Diretores da Santa Casa durante coletiva nesta manhã: hospital afirma que troca de bebês ocorreu por falha humana
Diretores da Santa Casa durante coletiva nesta manhã: hospital afirma que troca de bebês ocorreu por falha humana
A direção da Santa Casa de Franca afirmou que a troca de bebês ocorrida em suas instalações no final de semana se deu por conta de falha humana. Quatro funcionários que teriam colaborado para o erro foram demitidos. Ainda segundo o hospital, o problema foi descoberto pelo protocolo de segurança da maternidade e corrigido no intervalo de dez horas. A segurança será reforçada para evitar ocorrências semelhantes.
 
As informações foram divulgadas à imprensa durante entrevista coletiva realizada no anfiteatro da instituição na manhã desta sexta-feira. Médicos, diretores e advogado foram dar explicações aos jornalistas. Anteriormente, a Santa Casa havia se limitado a divulgar nota sem maiores detalhes do ocorrido. “O que aconteceu foi uma falha humana pontual que foi corrigida em tempo pelo nosso protocolo de segurança de procedimento. A técnica de enfermagem não fez a checagem entre a pulseira da criança com a mãe que estava corretamente descrita. Ela pegou a criança e entregou para a mãe trocada”, disse o diretor-técnico, Marcelo de Paula Lima. “No segundo momento, quando fomos averiguar a segunda criança que iria sair da maternidade, aí, sim, o protocolo foi cumprido pelas nossas técnicas e, consequentemente, foi identificada a troca dentro da própria maternidade. Tantos os bebês, quantos as mães, estavam devidamente identificados”, completou.
 
Três técnicas de enfermagem que tiveram contato com os bebês e que não teriam seguido os protocolos de checagem, além da enfermeira responsável pelo setor no dia da troca, foram demitidas.
 
A versão apresentada pela Santa Casa é conflitante em um ponto. Na segunda-feira, quando o caso veio à tona, Eliane Cristiane de Souza, mãe de um dos bebês, afirmou a jornalistas que o marido e ela, que são negros, desconfiaram que algo estava errado. “Meu marido achou estranho porque o menino que recebemos estava bem mais branco, diferente do bebê que ele havia fotografado logo após o parto. Foi uma situação constrangedora, todo mundo ficou falando. Ele falou para a enfermeira. Ela foi conferir e, pelo nome que estava na pulseira, percebeu que as crianças tinham sido trocadas.” 
 
As duas famílias disseram que iriam registrar boletim de ocorrência e avaliam a possibilidade de processar a Santa Casa. Elas alegam que, se não tivessem desconfiado, o erro poderia ter passado batido.

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