PALOCCI E PF FECHAM ACORDO PARA QUE PODRIDÃO PETISTA SEJA ESCANCARADA
O médico Antonio Palocci Filho foi o homem forte dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. No primeiro mandato do petista, o político de Ribeirão Preto foi ministro da Fazenda. Já no primeiro ano de Dilma, era o ministro-chefe da Casa Civil. Dois cargos-chave dentro do organograma do Governo Federal. Preso desde setembro de 2016, condenado na Operação Lava Jato, Palocci tenta falar. Em um dos depoimentos ao juiz Sérgio Moro, que concentra os processos da Operação em Curitiba (PR), acusou o ex-presidente Lula de negociar R$ 300 milhões em propina da Odebrecht ao PT, entre o final de 2010 e início de 2011. Atirou na maior figura petista e acabou expulso do partido que ajudou a fundar. Desde então, tentava fechar um acordo de delação premiada com o MPF (Ministério Público Federal), mas as negociações não vingaram. Tentou, então, o acordo com a Polícia Federal, no Paraná. O aceite foi divulgado nessa quinta-feira pelo jornal O Globo. Falta a homologação pela Justiça. A se ratificar o acordo, a expectativa é de que todo o esquema criminoso armado pelo PT para sugar a Nação venham à tona.
O anúncio do fechamento da delação de Palocci veio pouco mais de um dia depois de o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão que, aparentemente, favorece o ex-presidente Lula. Na terça-feira, a maioria dos ministros da 2ª Turma do Supremo decidiu retirar de Moro as acusações de delatores da Odebrecht sobre Lula e mandá-la para a Justiça Federal em São Paulo. A defesa do petista interpreta a decisão como uma vitória, já que retarda os processos - ao serem enviados a outro juiz, começam do zero. A estranha decisão tomada pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, contra os votos de Edson Fachin e Celso de Mello, atende a pedido dos advogados do petista, sob argumento de que tais relatos não se referem à Petrobras e, assim, estão fora da alçada dos processos de Curitiba. Decisão estranha, porque o próprio Supremo havia negado tal pleito em duas outras oportunidades. As delações em tela são a respeito da reforma do sítio de Atibaia e a compra de um terreno para construção da nova sede do
Instituto Lula.
Mas a festa dos petistas pelo que consideram uma vitória sobre Moro foi abafada pelo anúncio da delação de Palocci. O patriarca da empreiteira, Emílio Odebrecht, afirmou também em depoimento à Justiça que negociava a reforma do sítio com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta no ano passado. Disse que nos últimos dias do governo Lula, ele e o então presidente comentaram sobre a tal obra, em um encontro no Palácio do Planalto. Lula não teria demonstrado surpresa nem tão pouco ignorância sobre o assunto. A data do encontro apontada por Odebrecht é a mesma da propina citada por Palocci. Era o período de transição de Lula para Dilma, que governaria o Brasil ao lado de Palocci. Como sempre, os petistas negam as acusações. Menos o excomungado ex-ministro. A promessa é de que agora toda a podridão instalada no Planalto Central seja destrinchada por um dos seus principais patrocinadores.
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