Prefeitura e MP pressionam Estado por falta de remédios


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Imagem de arquivo meramente ilustrativa
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Desde o final do ano passado, a falta de medicamentos de alto custo, que sempre foi um problema para a população de Franca, tem se agravado. A situação é tão grave que, nesta quarta-feira, o prefeito Gilson de Souza (DEM), o secretário municipal de Saúde, Rodolfo Moraes, o promotor de Justiça Eduardo Tostes e representantes da Defensoria Pública estiveram na Secretaria Estadual de Saúde, em São Paulo, para cobrar providências. 
 
A reunião com a diretora de Assuntos Farmacêuticos, Paula Sue, durou cerca de três horas. O prefeito falou sobre o sofrimento que a população enfrenta com a constante falta de medicamentos, cujo fornecimento é de responsabilidade do Estado. “Muitas vezes, como não há o medicamento na farmácia do Estado, a Prefeitura se vê obrigada, por conta de determinações judiciais, a fazer a aquisição destes medicamentos de alto custo, mesmo sem ter recursos reservados para este fim”, afirmou Gilson de Souza.
 
O secretário municipal de Saúde fez uma apresentação com dados estatísticos de quanto é gasto pelo município com essas ações judiciais ao longo dos anos. 
 
Rodolfo afirmou ainda que a Prefeitura até criou uma Comissão de Saúde, composta por membros do Ministério Público, servidores municipais e do Estado, para tentar encontrar uma solução e diminuir a espera de medicamentos pelos pacientes. “Conseguimos reduzir o número de ações judiciais, mas o problema ainda é grande. O município vem fazendo sua parte. Agora, precisamos do apoio do Estado, precisamos de um aumento nos repasses para a Farmácia de Alto Custo de Franca”, disse.
 
A diretora do DRS, Adriana Ruzene, e a diretora de Assuntos Farmacêuticos, Paula Sue, reconheceram a necessidade de um aumento nos repasses a Franca e afirmaram que irão discutir essa questão com o secretário estadual de Saúde, mas não deram um prazo para a resposta. 

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