O caso da comerciante Núbia Ribeiro, assassinada em setembro do ano passado, ganhou novos capítulos. O promotor Odilon Nery Comodaro anexou ao processo, na semana passada, suas alegações finais. Além disso, a estudante Lauany Viodres do Prado teve habeas corpus negado pela Justiça.
Em suas alegações, protocoladas ao processo no dia 18 de abril, o promotor destacou o depoimento da estudante Lauany Viodres do Prado, que, em audiência, deu sua terceira versão dos fatos e atribuiu a culpa ao namorado, Leonardo Cantieri.
Na ocasião, ela afirmou que Núbia ficou no colo do acusado enquanto a própria Lauany assumia a direção do veículo em que estavam e seguia até uma estrada perto de Patrocínio Paulista, onde Leonardo teria matado a vítima. Porém, para Odilon, essa versão soa como “absurda”. “Obviamente, diante de tudo o que já se havia dado entre eles, a vítima não iria permanecer sentada no colo do acusado ao lado de Lauany, indo para local ermo”, escreveu o promotor.
Ainda a respeito do depoimento da jovem, Odilon enfatizou que, se fosse dessa maneira, essa versão somente serviria para sustentar o pedido de verificação de sua sanidade mental, “tamanho o absurdo”. No final do documento, o promotor defende que Lauany, Leonardo e Italo Vinícius Neves, o terceiro acusado, sejam levados a júri popular pelo crime que ceifou a vida de Núbia. “A crueldade, e isto em relação aos três, está bem evidenciada, não somente pelo emprego de fogo, com a vítima ainda viva, mas pela brutalidade incomum”, alegou Odilon.
O advogado de Lauany, José Abdala, rebateu que a versão seria “absurda”, como o promotor escreveu. “Continuamos acreditando na inocência dela e sua versão foi de acordo com o que ela alega”. A respeito das mudanças nos depoimentos, o defensor afirmou que, no decorrer do caso, “Lauany decidiu falar a verdade”.
Após o parecer do promotor, a Justiça aguarda que Abdala e os advogados de Leonardo e Italo anexem suas versões finais ao processo. Esse é o último passo que as partes envolvidas têm antes que o juiz decida se os responsáveis vão ou não a júri popular.
Habeas corpus
Também na semana passada, o Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Lauany.
O desembargador relator do caso, Alberto Anderson Filho, rejeitou a solicitação, destacando que, se o trio ficasse em liberdade, poderia influenciar testemunhas e parentes da vítima. Ele também enfatizou que “eles já deram mostras de seu grau de periculosidade e desprezo pela vida humana”.
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