A Justiça deferiu pedido feito pelos promotores de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Franca e converteu para preventivas as prisões temporárias de quatro envolvidos na operação Eminência Parda, realizada em Morro Agudo no dia 11 deste mês. O marido de uma das acusadas também foi parar atrás das grades.
Tiveram a prisão preventiva decretada a chefe do setor de licitações da Prefeitura, Mara Cristina Braga Pereira; o secretário de Serviços Urbanos, Transportes e Obras Públicas, João Marcos Ficher; a secretária de Administração, Cleire de Souza; e o ex-assessor de assuntos urbanos Tiago Stolarique.
Cleire estava foragida e se apresentou à polícia na última terça-feira. Ela passou o dia seguinte prestando depoimento na sede do Gaeco, em Franca. Na noite de sexta-feira, na segunda fase da operação, o marido dela, o empresário Átila Juliano da Silva, também foi preso sob a acusação de se beneficiar das fraudes nas licitações feitas pela Prefeitura.
“Acredito que a prisão do meu cliente foi desnecessária. Ele é inocente e não há provas de que ele tenha cometido qualquer irregularidade. Vamos ingressar com o pedido de liberdade provisória tão logo tenhamos acesso à denúncia”, disse o advogado Denílson Carvalho.
Outras duas pessoas que haviam sido presas temporariamente na primeira fase da operação foram soltas. A Justiça concedeu a liberdade para a secretária do prefeito, Elisiane Ferreira, e para o vereador Elvis Júnio Marques (PT), o “Juninho Serralheiro”.
A operação Eminência Parda tem o objetivo de apurar crimes praticados por políticos, servidores públicos e empresários. “Eles fraudavam licitações, direcionavam contratações, falsificavam documentos públicos, desviavam rendas públicas e praticavam corrupção”, disse o promotor Rafael Piola.
O prefeito Gilberto Barbeti (PDT) foi afastado do cargo pela Justiça por 90 dias. Em princípio, ele não foi preso, mas os promotores apreenderam documentos, computadores e celulares na casa dele. Buscas semelhantes também foram realizadas na Prefeitura. Por ter foro privilegiado, ele é investigado pela Procuradoria-Geral do Estado.
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