Há 518 anos...


| Tempo de leitura: 2 min
Em 22 de abril de 1500 chegavam ao litoral baiano 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral: só depois de 11 anos nosso país receberia o nome de Brasil. 
 
Por décadas Portugal e Espanha, países europeus vizinhos, exploraram o oceano em busca de novas terras. Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, tinha chegado à América em 12 de outubro de 1492. 
 
Os portugueses avistaram  no litoral baiano um monte e o chamaram Monte Pascoal, porque era domingo de Páscoa. Quem vai a Porto Seguro, na Bahia, pode fazer uma visita ao monte. Acreditando que este ficava numa ilha, chamaram-na de Ilha de Vera Cruz. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa. No dia seguinte uma das treze caravelas voltou a Portugal com uma carta escrita por Pero Vaz Caminha. Nela o escrivão contava como se dera o descobrimento. O restante das caravelas seguiu viagem para as Índias, onde os portugueses iam comprar especiarias como cravo, canela, pimenta-do-reino, noz-moscada, cardamomo e outros produtos.  
 
 Algum tempo depois  descobriu-se que aquela terra não era apenas uma ilha. O território era muito maior, era enorme,  formava um continente. Deram-lhe então o nome de Terra de Santa Cruz. Nosso País só passou a ser chamado Brasil a partir de 1511, com a descoberta de uma madeira muito valorizada na Europa, o pau-brasil, usada para colorir tecidos de vermelho.
 
Por mais de um século os portugueses davam aos índios bugigangas como espelhos, apitos e chocalhos em troca das árvores que extraíam das florestas nativas. Milhares de toneladas de pau-brasil foram retiradas da Mata Atlântica. A  tinta vermelha era comercializada a preços altos em Portugal. Este tipo de negócio era  chamado escambo: não se colocava um preço na mercadoria, o que existia era uma troca.  E troca vantajosa só para os portugueses. 
 
Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que o rei de Portugal começou a interessar-se pela colonização. Isso ocorreu porque havia grande receio dos portugueses de perderem as novas terras para invasores franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas dessas nacionalidades já estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar. Deu muito certo e anos depois instalavam-se os primeiros engenhos para produção de rapadura, açúcar e aguardente. Surgiam assim  as povoações que dariam origem às primeiras cidades brasileiras.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários