Eugenia, que, segundo o Aurélio, vem do francês, é a ciência que estuda as condições mais propícias à reprodução e melhoramento genético da espécie humana. Referências que nos induzem à triste lembrança de práticas antigas, entre alguns povos, principalmente os espartanos, que, para não ter que assisti-las e suportar o respectivo ônus, matavam as crianças fisicamente defeituosas. Outros mais, preocupados com a melhoria da raça, promoviam o holocausto infernal do sacrifício de milhões de vidas doentes, assim como milhões de outras foram sacrificadas pelo governo nazista de Hitler, estando entre os motivos de ideologia, raça e etnia, a eliminação pura e simples dos que julgavam “mental e biologicamente inaptos”.
Informa-se, a propósito, que, no Brasil, o Ministério da Saúde, objetivando evitar futuros dissabores, estuda propor legislação que obrigue a realização de exames em noivos, especialmente, nos pares consanguíneos e naqueles com antecedentes hereditários, para que se evitem possíveis anomalias teratológicas no futuro bebê e os consequentes gastos das famílias e do governo. Posturas vistas com restrições pelas consciências que buscam a retidão moral. O Espiritismo não se opõe à correção genética que nos oferecem as ciências, mas deixa bem claro que todos os nossos defeitos, quer físicos, quer mentais, serão efetivamente eliminados mediante tratamento do espírito, perfeitamente possível com a infalível terapia do amor incondicional.
O homem envida gigantescos esforços para fazer-se materialmente perfeito, mas ignora que a questão deveria ser tratada do ponto de vista espiritual, aplicando-se a “eugenia moral”, que neutralizaria os influxos causais dos males que nos afligem, aqui lembrando o que dissera Jesus: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido.”
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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