Número de bêbados flagrados ao volante aumenta 72%


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Semanalmente, a Polícia Militar realiza operações de fiscalização no trânsito de Franca
Semanalmente, a Polícia Militar realiza operações de fiscalização no trânsito de Franca
No dia em que a Lei Seca passou a punir com mais rigor quem dirigir embriagado e causar um acidente com graves lesões ou com morte, um alarmante índice veio à tona. De acordo com a Polícia Militar, o número de condutores embriagados flagrados ao volante em Franca subiu 72% no primeiro trimestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado. 
 
Em 2017, foram 257 autuações por embriaguez ao volante. Neste ano, de janeiro a março, 443 motoristas e motociclistas foram flagrados nessas circunstâncias. “Isso nos preocupa muito pois, coincidentemente, também aumentou o número de vítimas fatais em acidentes na cidade”, alertou o tenente Régis Mendes, do Pelotão de Trânsito da Policia Militar, referindo-se às 17 mortes no trânsito do município até agora.
 
Para tentar reduzir essas mortes e esse tipo de comportamento irresponsável de condutores em Franca e em todo o País, entrou em vigor ontem a nova regra da Lei Seca. Agora, quem dirigir alcoolizado e causar um acidente que resulte em lesão corporal de natureza grave, gravíssima ou termine em morte vai para a cadeia. 
 
Antes, o tempo de detenção para quem dirigisse alcoolizado e causasse acidente com lesões graves ou morte era de dois a quatro anos e a pena recebida podia ser convertida em prestação de serviços à comunidade. Dessa forma, o delegado de polícia podia arbitrar fiança para o motorista não ser preso.
 
Agora, com a mudança, o condutor poderá ter como pena a reclusão de cinco a oito anos em caso de lesão grave ou morte em decorrência do acidente. Além disso, de acordo com o tenente, há a multa de quase R$ 3 mil e habilitação suspensa por um ano desses motoristas embriagados. “Só essa parte administrativa não estava resolvendo. Nossa esperança é que, agora, reduzam-se os acidentes envolvendo motoristas embriagados. Mas o excesso de velocidade também é algo que nos preocupa”, disse.
 
As regras antigas continuam a valer para os motoristas bêbados que causarem acidentes com ferimentos leves ou sem vítimas e ainda aqueles flagrados em patrulhamentos e operações da polícia.
 
No caso de motoristas reincidentes, a situação fica ainda pior. Se ele for pego novamente dirigindo sob efeito de álcool - com ou sem acidente -, é autuado e pode ter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) cassada. Além disso, paga a multa em dobro, em um valor que beira os R$ 6 mil. 
 
Os ‘fujões’
“Motorista causa acidente e foge.” “Irmãos são atropelados por homem embriagado.” “Acusado de matar amigo em acidente foge e dirigia na contramão.” “Homem atropela ciclista em rodovia e foge sem prestar socorro.” Esses quatro casos aconteceram recentemente nas ruas e rodovias de Franca e retratam a imprudência ao volante.
 
E engana-se quem pensa que aqueles condutores que causarem lesões ou mortes responderão “apenas” por esse crime. Apesar de a nova lei não ter endurecido a punição no caso de fuga, os causadores responderão também por omissão de socorro e fuga de local de acidente.
 
Tolerância é ‘zero’ com o álcool 
Semanalmente, a Polícia Militar realiza operações e fiscalizações que visam o flagrante de motoristas embriagados. Quando notam qualquer sinal de que o abordado ingeriu bebida alcoólica, os policiais solicitam que sejam submetidos ao exame de bafômetro. 
 
Quando há a aceitação, condutores que apresentam índices a partir de 0,04 miligramas de álcool por litro de ar expelido - que é a margem de erro do aparelho - já caem na Lei Seca. “Uma lata de cerveja, dependendo do organismo e se não está devidamente hidratado e alimentado, já entra. Por isso, recomendamos que não se beba um copo sequer.”
 
E muitos, na tentativa de escapar do bafômetro, achando que não receberão a devida punição, se recusam. “Diante disso, quando percebemos que há vários sinais de embriaguez, como exalar odor etílico, fala arrastada, olhos vermelhos e afins, levamos o condutor à delegacia, onde passa por um exame clínico”, explicou Régis.
 
No caso do flagrante de embriaguez, ainda segundo o tenente, os responsáveis são multados no valor de R$ 2.934,70 e têm a CNH suspensa. 

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