Mentor de morte perto do Centro Médico é condenado


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Policiais militares no local onde corpo de Leonardo da Silva Bento foi encontrado, em 2016
Policiais militares no local onde corpo de Leonardo da Silva Bento foi encontrado, em 2016
A Justiça de Franca condenou, ontem, o desempregado Roger Castaldi Canassi, 23, a 15 anos de prisão em regime fechado pelo envolvimento no assassinato do operário Leonardo da Silva Bento, 30. Ele foi assassinado em julho de 2016 no Jardim Monte Carlo, nas proximidades do Centro Médico. Os outros dois envolvidos já haviam recebido suas sentenças no ano passado.
 
O júri popular que sentenciou Castaldi teve início às 9 horas. Poucas horas depois, o juiz José Rodrigues Arimatéa leu a sentença. Dos 15 anos da condenação do desempregado, 14 são referentes ao homicídio triplamente qualificado e um por corrupção de menor, já que um adolescente participou do assassinato. Ele deve cumprir a pena em regime fechado, não podendo recorrer em liberdade.
 
Na sentença, Arimatéa considerou que Castaldi e seus dois comparsas - o adolescente, que hoje tem 18 anos, e Augusto Henrique da Silva, 24 - mataram Bento “por motivo torpe, mediante dissimulação e com emprego de meio cruel”. O último acusado já foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado e o adolescente, que está preso por tráfico de drogas, deve cumprir medidas de internação pelo assassinato da vítima.
 
O fato de o mentor do crime não ter comparecido ao júri popular realizado no ano passado, não ter ido mensalmente ao Fórum como forma de manter sua liberdade e não ter sido localizado quando intimado desencadeou um mandado de prisão preventiva em seu desfavor, algo que está sendo cumprido. Segundo o juiz, “agora, com a condenação por crime de extrema gravidade e crueldade, mais ainda se faz necessária sua segregação cautelar, com vistas à garantia de ordem pública, posto que, permanecendo solto, certamente a população de bem estará em risco.”
 
O crime
Bento foi encontrado morto no conjunto de chácaras do Jardim Monte Carlo, na rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval (MG), no dia 26 de julho de 2016. Ele foi espancado, esfaqueado e alvejado com tiros no rosto pelo trio, que ainda deixou uma faca cravada em sua orelha esquerda.
 
A violência empregada foi tamanha que deixou um pedaço do objeto dentro de seu ouvido. Na ocasião do crime, agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apuraram que Roger suspeitava de que Leonardo seria o responsável pelo furto em sua residência e, por essa razão, chamou o então adolescente e Augusto para se vingar.
 
O último conhecia o operário, pois consumiam drogas juntos, e foi quem o atraiu para a emboscada. Ele também ajudou a espancar Bento. Já o garoto esfaqueou a vítima na perna, pois ela teria tentado reagir. Ainda de acordo com o apurado pela polícia e apontado pelo Ministério Público na denúncia, Augusto enfiou uma faca na orelha de Leonardo e, perto do Centro Médico, o então menor deu um tiro na cabeça do operário. Augusto deu outro em sua testa, abandonando o corpo ali, o qual foi localizado por populares no dia seguinte.
 
Através de investigações e diligências, que tiveram início no mesmo dia, a Polícia Civil deteve Castaldi e Augusto e, com o inquérito, conseguiram comprovar suas participações e “tarefas” de cada um, bem como a do adolescente no homicídio do operário. Bento, que tinha passagens por furtos e roubos, deixou um filho de 6 anos.

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