Pelo quinto ano consecutivo, Franca é a líder do Brasil quando o assunto é o saneamento básico oferecido para a população. O resultado faz parte de um ranking divulgado ontem, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, que mostra a situação dos 100 maiores municípios brasileiros e corresponde aos dados obtidos no Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).
Os dados consultados são de 2016, os últimos publicados pelo Ministério das Cidades. O estudo - baseado nos diversos indicadores de saneamento básico, como acesso ao abastecimento de água e coleta de esgoto; o percentual do esgoto tratado; e investimentos e arrecadação no setor - mostra ainda que 55% do esgoto produzido no Brasil são despejados diretamente na natureza.
No estudo, que é realizado há dez anos, Franca sempre figurou nas primeiras posições, com destaque para os investimentos realizados, de acordo com o superintendente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na região, Gilson Santos de Mendonça, empresa responsável por operar o serviço na cidade.
“É uma alegria para Franca estar pelo quinto ano seguido no topo do ranking de saneamento básico do país. Sabemos que isso é reflexo direto do serviço realizado na área, que parte de um pilar com três pontos principais, que são o planejamento a longo prazo, o investimento permanente e uma gestão ética, eficaz e efetiva”, disse Mendonça.
De acordo com o superintendente, nos últimos anos, para cada R$ 1 arrecadado em Franca, em média R$ 0,54 retornam para a cidade em forma de obras de água, esgoto ou biogás. “Mais de metade do que arrecadamos com as tarifas retornam para a população em forma de melhorias, bem mais do que as outras cidades. O nosso objetivo é continuar sempre investindo em obras que os munícipes realmente precisam, e é isso que temos feito”, completou.
No ranking, Franca teve nota máxima na maioria dos itens analisados, com destaque para o indicador de atendimento total de água; atendimento de esgoto; esgoto tratado por água consumida; investimentos; novas ligações; perdas no faturamento e na distribuição.
Diferente da última pesquisa, quando os francanos pagavam, em média, o dobro da tarifa de água que era cobrada na pior colocada do ranking, desta vez a tarifa de Franca está entre as menores entre as cidades que compõem o estudo.
O estudo concluiu ainda que São Paulo, Paraná e Minas Gerais apresentam os municípios com melhores indicadores de água e esgoto no País. Porto Velho (RO) e Ananindeua (PA) são as piores cidades do ranking.
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