Casal é executado após a mulher sofrer acidente na região


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Após os disparos, carro ficou desgovernado e atingiu uma árvore. Casal morreu ainda no local. Foto: PAULO FERNANDES/REPÓRTER CIDADÃO
Após os disparos, carro ficou desgovernado e atingiu uma árvore. Casal morreu ainda no local. Foto: PAULO FERNANDES/REPÓRTER CIDADÃO
Um casal foi executado na manhã dessa quarta-feira, em Morro Agudo. A auxiliar de serviços-gerais Priscila Limeira Pinto, 35, e o desempregado Edson Custódio, 35, estavam em um carro, indo a um hospital, quando foram alvo de pelo menos 12 tiros. Ninguém foi preso. 
 
O homicídio aconteceu minutos depois de Priscila e uma das filhas do casal, de 11 anos, sofrerem um acidente de trânsito. Elas caíram de uma motocicleta a caminho da escola da criança. A menina foi socorrida por uma ambulância até o pronto-socorro e Edson levava Priscila até a unidade de saúde para passar por atendimento. 
 
Porém, de acordo com o delegado João Bastitussi Neto, que comanda as investigações, o carro do casal foi interceptado por dois criminosos na rua Estados Unidos, área central de Morro Agudo. “O casal estava em um Fiat Uno quando dois homens, ainda não identificados, se aproximaram. Estavam em uma moto, de porte médio e cor escura. O garupa, que estava armado, atirou nas vítimas”, disse. 
 
Ainda segundo o delegado, pelo menos 12 tiros foram efetuados na direção do Uno. Edson foi atingido por sete disparos na região da cabeça e tronco. Priscila levou dois. Ferido, o motorista perdeu o controle da direção do carro e atingiu uma árvore. Ambos morreram antes mesmo de o socorro chegar. Os assassinos fugiram.
 
Motivação
Embora os suspeitos ainda não tenham sido localizados, a Polícia Civil de Morro Agudo já iniciou as investigações e trabalha com algumas motivações para o crime.
 
Entre elas, está a hipótese de acerto de contas, já que Edson era conhecido nos meios policiais. “Além de passagens por roubos e furtos, ele tinha relação com o tráfico de drogas e ameaça. Nesse período no mundo do crime, deve ter criado inimizades”, disse o delegado, que descartou envolvimento de Priscila nesses delitos. “Até onde apuramos, o alvo era ele. A mulher teve uma morte acidental.”

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