No dia 7 de outubro serão realizadas as eleições gerais no País. Os eleitores vão voltar às urnas para escolher os novos presidente, senadores, governadores e deputados. É um direito do cidadão se candidatar a algum cargo eletivo. Mas, é recomendado que haja o mínimo de bom senso. E de desconfiômetro.
A cada dia surge alguém em Franca dizendo que será candidato. Entre os que vão disputar para valer e os que querem minutos de exposição, já são quase 20. Alguns tiveram votações pífias para vereador, outros, dificilmente, ganhariam para síndico do prédio.
Eleição é coisa séria. Uma campanha razoável em Franca e região, para dar o mínimo de visibilidade, custará em torno de R$ 500 mil. Empresas estão proibidas de fazer doações. O pretenso candidato terá que pôr a mão no bolso ou contar com a ajuda de pessoas físicas, o que é pouco provável de acontecer num período em que a Lava Jato assusta e as pessoas estão descrentes com os políticos. Ilusão acreditar que os partidos vão ajudar. Recursos do fundo serão destinados para quem tem chances de vitória. Os “peixes pequenos” terão de se contentar com alguns santinhos.
O candidato terá apenas 45 dias de campanha para se apresentar. Será uma raríssima exceção e, não, regra, alguém conseguir se eleger se não conseguir ao menos 60 mil votos.
Palavra oficial: O promotor de Justiça, integrante do Gaeco, Rafael Piola, desmentiu as fake news que circularam nas redes sociais alardeando que o grupo teria feito buscas na casa do prefeito Gilson de Souza (DEM). “A informação não procede. Posso garantir que o Gaeco de Franca não tomou nenhuma medida neste sentido.”
Lata de sardinha: Os vereadores Tony Hill e Donizete da Farmácia, ambos do PSDB, e o assessor de comunicação da Câmara, Marcos Junqueira, todos pesos pesados, além de Arroizinho (MDB) - chegou quebrado - e o motorista Fabiano, foram para Brasília no carro do Legislativo Municipal. Aparentemente, o veículo aguentou bem o trajeto de 700 quilômetros. O esforço vale à pena.
Desfalque: Roberto Engler teve uma baixa relevante na equipe. Carlos Scandiuzzi deixou a assessoria do deputado, que foi para o PSB, e continuará como coordenador regional do PSDB. Antigo aliado de Engler, Wagner Artiaga também não o acompanhará e seguirá na presidência do diretório do PSDB.
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br
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