A audiência pública realizada na Câmara, na quarta-feira, 11, para discutir o problema dos moradores de rua, repercutiu na sessão de ontem. O vereador Della Motta (Podemos), um dos críticos do atual modelo de atendimento prestado na cidade, reclamou da maneira como a audiência se desenrolou por conta do posicionamento, definido por ele como “agressivo”, dos participantes. “Senti o ambiente muito hostil. Me parece que foi algo montado. Vieram fazer acusações. Nós fomos atacados. Não consegui expressar o meu pensamento. Não houve discussão.”
O vereador contestou informações divulgadas por autoridades que questionam as abordagens feitas aos moradores de rua e negou que haja violência policial. “Realmente, houve agressões sim. Mas agressões à sociedade. Uma pergunta crucial feita pelo presidente da audiência, vereador Corrêa Júnior (PSD), segue sem resposta: O que fazer com os moradores de rua?”
Corrêa Júnior disse que a reunião, apesar do clima hostil, terminou melhor do que começou. “Quem dá os primeiros socos no muro se machuca mais. Não é fácil, mas vamos enfrentar de cabeça erguida. Estou otimista que demos o primeiro passo difícil e estou convicto de que estamos fazendo o que tem que ser feito.”
O vereador sugere que a Prefeitura contrate um levantamento para apurar a real situação dos moradores de rua. “Precisamos saber quantos moradores de rua há em Franca, quantos são doentes e quantos estão na rua por opção. O censo é fundamental para definir o caminho a ser seguido.”
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