À medida que as eleições de 7 outubro se aproximam os bastidores políticos em Franca já começam a entrar em ebulição. As projeções indicam uma disputa acirrada com muitos candidatos na cidade. O “efeito Roberto Engler” e o silêncio de peças que podem impactar na votação contribuem para deixar o cenário mais imprevisível do que nos pleitos anteriores. Tempo escasso de propaganda e proibição de doações empresariais serão desafios que os concorrentes vão ter que superar.
As convenções partidárias que vão confirmar as candidaturas ocorrem apenas no período de 20 de julho a 5 de agosto de 2018, mas alguns nomes são tidos como certos. Já iniciaram as articulações e fazem campanha disfarçada em busca de votos desde o ano passado. Outros, eventuais candidatos são cogitados com mais intensidade. A campanha começará no dia 16 de agosto e a votação acontece no dia 7 de outubro.
Levando-se em consideração os que têm presença certa na disputa e os que estão testando os nomes, 14 pré-candidatos admitem o desejo de disputar as eleições. A corrida para uma vaga na Câmara Federal, com oito postulantes, promete ser a mais dura. A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa tem seis possíveis concorrentes no momento.
Estadual
Exercendo o sétimo mandato como deputado estadual, Roberto Engler é candidato natural à reeleição. O parlamentar é, justamente, o “culpado” por bagunçar o tabuleiro do jogo eleitoral em Franca. No apagar das luzes do prazo de fechamento da janela partidária, ele chacoalhou o meio político ao anunciar sua saída do PSDB e a filiação no PSB.
Ao mesmo tempo em que saiu da zona de conforto e pôs em cheque a votação cativa que provavelmente receberia da maioria dos eleitores tucanos, Engler atingiu em cheio o partido onde estava há quase trinta anos. Hoje, o PSDB não sabe quem será o seu candidato a estadual. “É certo que teremos um representante, mas, antes de pensar em nomes, temos que arrumar a casa. A saída do Engler desestruturou o partido”, disse Sidnei Rocha. O ex-prefeito é o plano “A” do PSDB, mas não antecipa se será candidato. Com Sidnei fora, a preferência dos tucanos é pelo vereador Kaká.
A delegada Graciela Ambrósio se filiou ao PR no ano passado e é a aposta do partido, que tem em seus quadros o deputado federal Tiririca, nas eleições para estadual. O professor e ex-vereador Marcial Inácio da Silva será o representante do PT. Embora faça mistério sobre a presença na campanha, o vereador Nirley de Souza (PP) é cotado para disputar as eleições e tem se portado como pré-candidato. O ex-vereador Zezinho Cabeleireiro (Patriota) também cogita concorrer.
Federal
Faltando quatro meses para o começo da campanha, oito pré-candidatos falam em disputar as eleições para deputado: o vereador Adermis Marini (PSDB); o médico Ubiali (PSB); o ex-prefeito Alexandre Ferreira (SD); o diretor da CDHU e filho do prefeito, Gilsinho (PRB); o cabo da PM, Ramsés Thomaz (Avante); o delegado e irmão de Graciela, David Abmael David (PR), que foi prefeito de Buritizal; o radialista Alex Júnior (PSL) e o comerciante Hayslan Pires (Patriota). O Psol informou que pretende lançar candidatos para estadual e federal, mas ainda não tem os nomes.
Quem cogita se candidatar à Assembleia Legislativa ou Câmara Federal*
Deputado estadual
Roberto Engler (PSB)
Graciela Ambrósio (PR)
Nirley de Souza (PP)
Marcial Inácio (PT)
Zezinho Cabeleireiro (Patriota)
Alguém do PSDB (partido não escolheu o nome)
Deputado federal
Adérmis Marini (PSDB)
Alexandre Ferreira (SD)
Ubiali (PSB)
Gilsinho (PRB)
Ramsés Thomaz (Avante)
David Abmael David (PR)
Alex Júnior (PSL)
Hayslan Pires (Patriota)
Sidnei, Flávia e Corrêa Jr. são dúvidas
Três nomes que possuem densidade eleitoral capaz de alterar os rumos da campanha não confirmam se vão disputar as eleições.
Prefeito por três mandatos, Sidnei Rocha é a aposta do PSDB para preencher a lacuna aberta pela saída de Engler. Ele resiste em aceitar. Ele tem um perfil voltado mais para o Executivo e enfrenta a resistência dos familiares. O espírito combativo e a chance de se recuperar da derrota sofrida para Gilson de Souza (DEM), em 2016, e oportunidade de complicar a eleição de Engler, podem fazer com que decida se candidatar.
Dono de quase 30 mil votos nas eleições para deputado federal, em 2015, e segundo vereador mais votado em 2016, Corrêa Neves Júnior (PSD) é nome constante nos bastidores políticos. Ele ainda não se decidiu. “O partido tem pressionado para que eu me candidate. No momento, não me considero pré-candidato. Gosto de ser vereador e ainda tenho muito a fazer na Câmara. Também pesa a questão familiar. O deputado fica muito tempo fora e não quero ficar longe de minha família”, disse.
A secretária de Desenvolvimento, Flávia Lancha, terceira colocada na eleição para prefeito com mais de 28 mil votos, afirma que não entrará na disputa, mas o PMDB quer tentar convencê-la a mudar de opinião. Ela se licenciou da Prefeitura por dez dias justamente no último dia de prazo de desincompatibilização.
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