O ditado popular “do mundo nada se leva” expressa absoluta verdade, se considerado apenas do ponto de vista material. A morte é, realmente, um filtro implacável, pelo qual só passam os atributos morais, bons ou maus. Os recursos da riqueza de nada valem no além da fronteira de pó, ao contrário, muitas vezes atrapalham impiedosamente, se não tiverem sido bem utilizados.
Por isso é que, se observarmos do ponto de vista da espiritualidade, veremos que referido pensamento se circunscreve às formas, sem qualquer evocação ao patrimônio moral. Conscientes ou não, queiramos ou não, estamos, todos, sem exceção, submissos à lei de evolução. Quem não evolui porque quer, evolui porque sofre.
Tudo o que constituiu nosso patrimônio na face terrena, quer material quer moral, na medida das suas implicações no nosso psiquismo, inelutavelmente, nos pesará como fator de felicidade ou infelicidade na dimensão do espírito. Convenhamos, é preferível alegrarmo-nos com as nossas conquistas morais a festejarmos o patrimônio material que nos vincula à grosseria do chão planetário.
Ao menos por conveniência, busquemos angariar qualidades que nos exornem o caráter e estaremos confortados diante da própria consciência, isto é, da Lei Divina. Somos livres para agir. Para nossas escolhas, utilizemos o bom senso, agora que sabemos o que podemos levar.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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