Os moradores de rua da cidade terão agora uma oportunidade para recomeçar suas vidas com um novo emprego e moradia. Pelo menos é o que promete o mais novo programa municipal voltado para este público.
O secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão, anunciou que está em fase de finalização o projeto de lei que criará no município um programa de frente de trabalho e moradias coletivas. A princípio, o programa atenderá 15 moradores de rua que serão selecionadas pelas equipes de abordagem, em parceria com o Centro Pop.
Os selecionados trabalharão no Horto Florestal ou em programas de plantio de árvores no município. Em troca, terão registro em carteira e todos os direitos trabalhistas assegurados. “Ainda não decidimos o valor do salário, mas já está quase tudo estruturado. O projeto de lei para implantação do programa deve ser protocolado na próxima semana.”
Segundo Tristão, os moradores de rua que forem selecionados também serão encaminhados para repúblicas (casas coletivas). “Serão duas residências, uma com oito vagas e outra com sete. Essas moradias terão a supervisão de uma assistente social, mas funcionarão como casas comuns. As vagas serão destinadas àqueles que não têm parentes em Franca ou cujos parentes não os aceitam de volta.”
O secretário disse que muitos moradores de rua que passam por tratamento para se livrarem do vício em álcool e outras drogas acabam não encontrando respaldo da família nem oportunidade de emprego e acabam voltando para as ruas. “Percebemos que não adianta oferecer o tratamento se não dermos continuidade, se realmente não oferecermos a essas pessoas a oportunidade de recomeçar a vida com um emprego e uma moradia digna.”
O secretário informou ainda que a Prefeitura está em busca de parceiros para ampliar o número de vagas na frente de trabalho e até para a criação de novas moradias coletivas. “Já estamos negociando com o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) para encontrar vagas nas indústrias da cidade que possam ser preenchidas por esses moradores de rua.”
O aluguel dos imóveis que servirão como repúblicas será custeado pelo programa Aluguel Social, que já existe na Prefeitura.
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