Três anos em regime aberto. Essa foi a pena determinada pela Justiça a Fabiano de Jesus dos Santos, de 35 anos, acusado de tentar matar a tiros um ex-colega de trabalho, em 2013. A sentença foi proferida pelo juiz José Rodrigues Arimatéa, no Plenário do Júri, ontem de manhã. À reportagem do Comércio, a vítima disse estar indignada com a pena estipulada. “Para mim, não foi feita a Justiça. Esse é o Brasil. Não quero me envolver mais. Agora, ele receberá a pena de Deus”, disse.
A tentativa de homicídio aconteceu em maio de 2013, no Jardim Vera Cruz. Acusado e vítima trabalhavam juntos como vigilantes no Colégio Agrícola, e Fabiano teria desconfiado de um suposto envolvimento entre o colega e sua namorada à época dos fatos.
Apesar da vítima e da mulher negarem qualquer relação, o acusado teria pegado uma arma e, no dia 10 de maio, alvejado o vigilante. Os tiros atingiram seu abdômen e ele foi socorrido, recuperando-se depois.
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais), através de diligências, chegou ao acusado. Ele confessou o crime, mas disse que agiu em legítima defesa, pois a vítima teria tentado lhe agredir.
Pouco depois, o vigilante foi denunciado à Justiça e, nessa quinta-feira, a decisão foi proferida. Além de depoimentos de testemunhas, os jurados ouviram o acusado. Sentenciado a seis anos, por ser réu primário e não possuir antecedentes, Fabiano teve a pena reduzida a três “por força da causa genérica de diminuição de pena”, como escreveu o juiz.
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