Motorista é denunciado por 2 homicídios


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Acidente aconteceu na madrugada de 21 de janeiro, um domingo; motorista estava bêbado
Acidente aconteceu na madrugada de 21 de janeiro, um domingo; motorista estava bêbado
Tem o hábito de beber e dirigir? A história a seguir mostra o quanto as consequências podem ser graves. Perder a habilitação e receber uma multa de R$ 3 mil é o de menos. Há três meses o motorista Carlos Eduardo Girardo, 38, está preso na Penitenciária de Franca. Todos os pedidos de soltura foram negados pela Justiça. As complicações estão apenas começando. O Ministério Público denunciou Carlos por dois homicídios dolosos e por quatro tentativas de homicídio. Provável que seja levado a júri popular. 
 
Madrugada do domingo 21 de janeiro de 2018. Carlos conduzia um Santana pela rodovia Cândido Portinari, entre Cristais Paulista e Pedregulho. Estava acompanhado de Amanda Caroline Santos Jacobini. No sentido contrário, vinha outro Santana dirigido por Mirela de Paula Shiba Pereira.
 
Na altura do quilômetro 450, os dois carros bateram de frente. Amanda e Mirela morreram na hora. Os quatro passageiros do carro conduzido por Mirela, entre eles, duas crianças de 4 e 10 anos, se machucaram. “Somente não foram a óbito porque a posição em que se encontravam e o uso de cinto de segurança permitiram que sobrevivessem”, afirma o promotor Odilon Nery Comodaro.
 
O MP acusa Carlos de estar dirigindo em alta velocidade, sob a influência de álcool e de ter provocado o acidente ao invadir a pista contrária. “Ele assumiu o risco de produzir tal resultado, ou seja, a morte das vítimas, não levando as últimas pessoas a óbito por circunstâncias alheias à sua conduta.”
 
O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas, segundo o MP, o exame clínico constatou a embriaguez. A perícia encontrou latas de cerveja ao lado do carro conduzido por ele. Teve a prisão preventiva decretada e não saiu mais da cadeia.
 
No mês passado, a defesa de Carlos ingressou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça. O relator Luiz Fernando Vaggione decidiu que a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei. “Há necessidade de acautelar o meio social, evitando-se a reprodução de fatos criminosos de mesma natureza e gravidade. Ressalte-se, ainda, a existência de risco de reiteração criminosa, demonstrado pelos antecedentes do paciente. Em análise à sua folha de antecedentes, observa-se que ele possui condenação pela prática dos crimes de receptação e quadrilha ou bando”, escreveu na decisão.
 
Procurado pelo Comércio, o advogado do motorista disse que retornaria em seguida, o que não aconteceu até o fechamento desta edição.

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