A queda de braço entre a Prefeitura e seus funcionários terá mais um round nesta terça-feira. O Sindicato dos Servidores Públicos realizará nova assembleia, às 18 horas, para avaliar a negociação salarial. A categoria não descarta decretar greve geral, caso o município não apresente uma proposta.
Na última quinta-feira, a categoria realizou uma paralisação de advertência que afetou o atendimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), prontos-socorros, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e escolas. No dia 26 de março, os servidores decretaram estado de greve.
A negociação salarial começou no mês passado e pouco avançou. Os servidores pedem 20% de aumento, cartão-alimentação de R$ 600 e abono escolar de R$ 350. A Prefeitura ofereceu reajuste de 1,81%, cartão de R$ 370 até dezembro e R$ 380 a partir de janeiro e abono escolar de R$ 275.
O sindicato classificou a proposta de “ridícula” e decidiu fazer a greve de advertência por um dia. A categoria afirma estar disposta a cruzar os braços de vez. “Não recebemos nova proposta nem fomos chamados para conversar. Estamos dispostos a sentar e negociar, mas é preciso que haja um aceno do governo. No final da tarde, vamos fazer a assembleia. Se a negociação não tiver evoluído, podemos fazer outra paralisação de advertência ou decretar a greve geral”, afirmou o presidente do Sindicato, Fernando Nascimento.
A Prefeitura alega que a situação financeira não permite que as reivindicações da categoria sejam atendidas. O prefeito Gilson de Souza (DEM) passou a tarde de ontem reunido com seus assessores para avaliar onde é possível avançar. A Comissão de Negociação, que envolve as Secretarias de Administração e Recursos Humanos, Finanças e Gabinete, voltará a se reunir nesta manhã para tentar chegar a uma proposta que atenda, pelo menos em parte, as reivindicações da categoria. Possível que haja nova conversa com o Sindicato à tarde.
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