Rafael Dourado: dos bastidores aos holofotes do funk


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Rafael Dourado realiza o sonho de ser DJ de funk
Rafael Dourado realiza o sonho de ser DJ de funk
Um sonho de criança que se transformou em profissão. É assim que o jovem DJ Rafael Dourado da Silva, mais conhecido como Rafael Dourado, descreve o início da sua carreira. De origem humilde, filho de uma dona de casa e um representante de couro, o francano hoje é um dos DJs mais requisitados da região e já tocou com nomes conhecidos como Kevinho, Os Havaianos, MC Menor e, nas próximas semanas, dividirá o palco com Jerry Smith e MC Kekel. Mas, antes de conseguir transformar em profissão o sonho, ele percorreu um longo caminho. 
 
“Tudo começou quando eu era criança. Na época, minha mãe tinha disco de vinil e eu já brincava com eles, fingindo tocar. Com o decorrer do tempo comecei a querer saber mais a respeito. Cheguei a tocar em uma fanfarra e sempre mantive essa ligação direta com a música. Quando tinha 12 anos, em uma festa de casamento, tive o primeiro contato com um DJ. Naquele momento, quando esqueci os doces e fiquei lá, vidrado, olhando tudo o que ele fazia, descobri de fato o que queria fazer da minha vida”, disse.
 
No mesmo dia, pediu para o DJ uma oportunidade de trabalho. Ali começava uma história que durou oito anos. No início fotografando os eventos, ajudando na montagem das estruturas e na mesa de som, até o dia em que tocou na primeira festa. “Foi tudo aos poucos, mas me lembro de cada detalhe. Quando tinha 14 anos já tocava nas confraternizações, casamentos e formaturas. Era maravilhoso ver o público curtindo meu som. Quando eu comecei mesmo, não ganhava mais que R$ 30 por festa, estava ali por amor e isso não tem preço que pague nessa vida”, disse.
 
Depois de oito anos na equipe em que começou, Rafael Dourado decidiu seguir carreira solo. “No tempo em que estive com a equipe trabalhei também em curtume, fábrica de pesponto, metalúrgica, açougue, mercado, fabrica de sapato, em várias coisas, mas mantive firme o meu sonho”, explica.
 
Há dois anos, com o dinheiro apenas da entrada, Rafael Dourado investiu em um equipamento próprio. Batendo de porta em porta pediu oportunidades até que foi chamado para tocar na Funkeria, festa promovida pela Atlética do Centro Universitário Uni-Facef. “Foi minha primeira grande oportunidade, lá em 2016, e desde então toquei em todas as edições. Depois disso toquei na CIA (Copa Inter Atléticas), em Uberaba, para mais de 8 mil pessoas e esse foi, com certeza, o momento mais emocionante da minha carreira até agora”, disse.
 
Hoje, o DJ, que é especialista em funk, toca com frequência em cidades como as mineiras Uberaba, Uberlândia, Cássia e Sacramento, além de Ituverava e Rifaina. 
 
Para o futuro, o DJ fala que sonha tocar em grandes festas e boates, em Santa Catarina, São Paulo e também no Rio de Janeiro. “Admiro o trabalho do DJ Dennis, que tem um estilo parecido com o meu, além de vários artistas. Procuro me aperfeiçoar e levar diferenciais para o meu público. Sonho, e sei que vou realizar, tocar em boates grandes”, disse. 

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