Engler e Sidnei voltam a ficar em lados opostos


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Roberto Engler se filiou ao PSB em solenidade realizada quarta-feira à noite, na Assembleia Legislativa
Roberto Engler se filiou ao PSB em solenidade realizada quarta-feira à noite, na Assembleia Legislativa
Sidnei Rocha e Roberto Engler deixaram de lado as históricas desavenças e declararam cessar-fogo em março de 2016. Os dois arquirrivais decidiram se unir para derrubar um adversário comum nas eleições internas do PSDB: o então prefeito Alexandre Ferreira. A dupla ganhou as prévias, mas foi derrotada nas eleições municipais, meses depois, por Gilson de Souza (DEM).
 
Dois anos se passaram. Alexandre foi o primeiro a desembarcar do ninho e foi para o Solidariedade. Engler e Sidnei voltaram a se distanciar e vão percorrer caminhos diferentes na próxima campanha eleitoral. Pelo menos desta vez, o rompimento não foi litigioso.
 
Após 28 anos de militância no PSDB, Engler surpreendeu os companheiros de partido e abalou o meio político ao anunciar a sua transferência para o PSB. “Eu telefonei para o Sidnei e expliquei os motivos de minha saída. Não houve nenhum problema com os companheiros. Sempre declarei que o meu candidato era o José Serra. Como ele não quis participar, eu transferi para o Aloysio, que também não quis. Eu já havia avisado nossa bancada que o João Doria eu não apoio. Como o partido insistiu com ele, eu decidi sair.”
 
Roberto Engler se filiou ao PSB em solenidade realizada quarta-feira à noite, na Assembleia Legislativa. Vai apoiar Márcio França, que tomará posse como governador hoje no lugar de Geraldo Alckmin (PSDB), e que disputará o governo nas eleições de outubro. 
 
Aliados de Engler controlam o diretório municipal e a coordenadoria regional do PSDB. Com a saída dele, caberá a Sidnei Rocha, que ensaiava a aposentadoria política, juntar os cacos e organizar o partido para a campanha eleitoral que se aproxima. “Fomos pegos de surpresa. Com a saída do Engler, o partido ficou desestruturado em toda a região, pois estava tudo na mão dele. Num primeiro momento, a pedido da direção do PSDB em São Paulo, vou me esforçar e trabalhar para organizar o partido.”
 
Sidnei é o plano A do PSDB para ocupar a lacuna aberta por Engler e ser o candidato a deputado estadual. Uma inversão de lugar com Adérmis Marini, que pretende sair a federal, também é cogitada internamente. A definição não acontecerá tão cedo. O partido tem outras prioridades. “Não há nenhuma definição sobre candidatura. Primeiro, temos que nos preocupar em arrumar a casa. Não há que se falar em campanha política sem um partido estruturado, isso não faz sentido. A definição de nomes acontecerá numa segunda etapa”, disse Sidnei.

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