Após dez horas de julgamento, a Justiça condenou os cinco acusados de envolvimento na morte do desempregado Willian Fernandes Ferreira, de 21 anos. Há três anos, ele foi executado com tiros no rosto por supostamente ter mantido relações sexuais com uma garota que, na época dos fatos, tinha 14 anos.
O julgamento aconteceu no Salão do Júri, nessa quinta-feira, no Fórum de Franca, das 9 às 19 horas. Dos acusados, Ednaldo Silva e Márcio Gabriel Brandão receberam as maiores penas: 17 anos e 8 meses de reclusão, cada. Além deles, Beatriz Fernandes Sousa (mãe da menor), Aguinaldo Marciel Messias e Bruno Henrique Villione foram sentenciados a 16 anos de prisão. Todos devem cumprir suas condenações em regime fechado.
O crime que resultou na morte do desempregado ocorreu em fevereiro de 2015. Willian foi encontrado no meio de um cafezal da rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Durante as investigações, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apuraram que o jovem foi julgado por um “Tribunal do Crime” por supostamente ter estuprado, na companhia de um amigo, a garota, após consumirem drogas no Jardim Luiza I.
Na época, ficou constatado que o “tribunal” aconteceu após o padrasto e a mãe da adolescente procurarem uma organização criminosa para que Willian “pagasse pelo crime”. Ele foi “sentenciado” à morte. No dia 3 de fevereiro, dois homens buscaram Ferreira em casa e ele não retornou mais. Só foi encontrado na manhã seguinte, morto, em um cafezal da rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Levou um tiro na testa e outro no queixo. Dias antes, a vítima já havia sido espancada pelo mesmo motivo e levou pauladas, fraturando a perna esquerda.
Policiais da DIG chegaram ao casal e, posteriormente, descobriram os outros envolvidos. O caso foi parar na Justiça e, ontem, os réus participaram do júri popular, sendo condenados sob olhares de familiares de Willian, que acompanharam toda a audiência e usaram camisetas com sua foto.
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