Bando acusado de executar jovem pega 82 anos de prisão


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Os cinco réus participaram do júri popular, sendo condenados sob olhares de familiares de Willian
Os cinco réus participaram do júri popular, sendo condenados sob olhares de familiares de Willian
A Justiça condenou, nesta quinta-feira, 5, os cinco acusados de envolvimento na morte do desempregado Willian Fernandes Ferreira, de 21 anos. Há três anos, ele foi executado com tiros no rosto por supostamente ter mantido relações sexuais com uma garota que, na época dos fatos, tinha 14 anos.
 
Dos acusados, Ednaldo Silva e Márcio Gabriel Brandão receberam as maiores penas: 17 anos e 8 meses de reclusão, cada. Além deles, Beatriz Fernandes Sousa (mãe da garota), Aguinaldo Marciel Messias e Bruno Henrique Villione foram sentenciados a 16 anos de prisão. Todos devem cumprir suas condenações em regime fechado.
 
O crime ocorreu em fevereiro de 2015. Willian foi encontrado no meio de um cafezal da rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Nas diligências, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apuraram que o jovem foi julgado por um “Tribunal do Crime” por supostamente ter estuprado, na companhia de um amigo, a garota, após consumirem drogas no Jardim Luiza I.
 
Na época, ficou constatado que o tribunal aconteceu após o padrasto e a mãe da adolescente procurarem uma organização criminosa para que Willian “pagasse pelo crime”. Ele foi “julgado” e sentenciado à morte, o que resultou em seu assassinato.
 
Policiais da DIG chegaram ao casal e, posteriormente, descobriram outras seis pessoas envolvidas. O caso foi parar na Justiça e, hoje, os cinco réus participaram do júri popular, sendo condenados sob olhares de familiares de Willian, que acompanharam a audiência e usaram camisetas com sua foto.

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