Os servidores municipais farão nesta quinta-feira uma paralisação de um dia. Todos os setores da Prefeitura devem ser afetados. A expectativa do sindicato da categoria, que organiza a paralisação, é que escolas e UBSs (Unidades Básicas de Saúde) amanheçam de portas fechadas. Nos dois prontos-socorros e nas UPAs (Unidades de Pronto-atendimento), o funcionamento deverá ser de apenas 50%, com os servidores fazendo “operação tartaruga”.
A paralisação, segundo Luís Fernando Nascimento, presidente do Sindicato dos Servidores de Franca, é uma advertência para o governo. A ideia é demonstrar força e pressionar para que haja uma nova proposta de reajuste para a categoria. “Precisamos ser valorizados. O prefeito (Gilson de Souza, DEM) esteve no sindicato no ano passado e nos prometeu que agora nos daria um aumento justo, mas, até o momento, não conseguimos avançar”, disse.
Até agora, foram realizadas três rodadas de negociação. Os servidores pedem 20% de aumento (sendo 1,81% de reposição da inflação, 8% de aumento real e 10,24% de perdas salariais), cartão-alimentação de R$ 600 e abono escolar de R$ 350. Na última reunião, na tarde de segunda-feira, dia 2, o prefeito ofereceu 1,81% de aumento total, cartão-alimentação de R$ 370 até dezembro e R$ 380 a partir de janeiro de 2019 e abono-escolar de R$ 275. Por unanimidade, a categoria rejeitou.
O presidente do sindicato informou que os servidores devem se concentrar na frente da sede do sindicato, às 7 horas. “De lá, deveremos ir até o Paço Municipal protestar”, disse. Fernando espera uma grande adesão. “Pelo que tenho conversado com os servidores em vários setores, principalmente na Saúde e na Educação, todos deverão parar hoje”, disse.
Para informar a população a respeito, o presidente divulgou ontem uma carta pública explicando os motivos da paralisação. O documento será fixado na entrada de todas as repartições.
O presidente do sindicato informou que espera que, depois da paralisação, o prefeito apresente uma nova proposta. “Caso isso não ocorra, na terça-feira, faremos uma nova assembleia e poderemos decretar greve.”
A Prefeitura foi procurada para comentar sobre a paralisação e as medidas para diminuir seu impacto para a população e informou em nota que “permanece aberta ao diálogo e espera a compreensão dos servidores ante as dificuldades de conhecimento geral”. A assessoria de comunicação ainda informou que o secretário de Recursos Humanos, Alberto Donha, fará uma coletiva ainda em horário a ser marcado nesta quinta-feira para detalhar melhor a situação.
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