Fogo no parquinho


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A saída de Roberto Engler implodiu o PSDB. Mais do que um deputado no sétimo mandato e dono de 122.544 votos nas eleições passadas, ele era o dono do partido em Franca e também dava as cartas em outras 15 cidades, que integram a Coordenadoria Regional. Antes de pensar em nomes de candidatos, os tucanos que ficaram no ninho vão ter de se preocupar em arrumar a casa.
 
A executiva do diretório municipal do PSDB é formada por sete membros, cinco indicados por Engler. O presidente Wagner Artiaga é antigo aliado do deputado. Já o coordenador regional, Carlos Scandiuzi, é assessor comissionado de Engler.
 
Na noite de terça-feira, a direção do PSDB se reuniu para avaliar os estragos causados pela “hecatombe” Engler. Sidnei Rocha enalteceu a história e a importância do deputado para o partido. Mas, disse que a partir de agora vão combater em fronts diferentes. Os tucanos são João Doria. O PSB vai de Márcio França.
 
Sidnei afirmou que não faz mais sentido os homens de Engler ficarem no comando do PSDB. Eles concordaram e vão entregar os cargos. Ex-prefeito por três mandatos, Sidnei será o cara do partido. Adérmis Marini, seu fiel escudeiro. Há uma chance de Artiaga e Scandiuzi permanecerem em seus postos. Apesar da ligação com Engler, são PSDB de carteirinha e querem Doria governador. Não é interessante perdê-los.
 
Fala, Sidnei: Todo mundo me pergunta se Sidnei Rocha será candidato a deputado no lugar de Engler. Ele responde: “Antes de pensar em candidatura, temos que arrumar a casa e reestruturar o PSDB”.
Status, desimpedido: Menos de 24 horas após Engler sair do PSDB, Sebastião Ananias foi à Câmara Municipal e anunciou que estava se desfiliando do PTB. Está aberto a convites.
 
Fala que eu te escuto: Gilson de Souza Júnior está conversando com vários partidos. Poderá desembarcar no PRB. É o partido ligado à Igreja Universal e que tem entre seus filiados Celso Russomanno, o deputado federal mais votado do País em 2014 (1,5 milhão de votos), e a vereadora Cristina Vitorino, ferrenha opositora de seu pai, o prefeito Gilson de Souza (DEM). Gilsinho desconversa e diz que ainda não decidiu se vai se candidatar.
 
Questão de ordem: A Delegacia Seccional de Franca abriu inquérito policial para apurar eventual crime de calúnia/denunciação caluniosa envolvendo servidores da Câmara Municipal. Hoje é dia de depoimento.
 
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br

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