Prefeitura apresenta nova proposta e sindicato diz que é 'ridícula'


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O prefeito Gilson de Souza, com secretários municipais e representantes do sindicato dos servidores
O prefeito Gilson de Souza, com secretários municipais e representantes do sindicato dos servidores
A terceira rodada de negociações para o acordo salarial dos mais de 4,7 mil servidores municipais terminou sem grandes avanços. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Luís Fernando Nascimento, a Prefeitura apresentou uma nova proposta, mas muito aquém do que quer a categoria. 
 
A reunião aconteceu na tarde de ontem, no gabinete do prefeito Gilson de Souza (DEM), que também participou. Foram mais de duas horas de conversa. Ao final, a Prefeitura ofereceu um novo reajuste no valor do cartão-alimentação, que agora passaria de R$ 360 para R$ 370, até dezembro, quando seria novamente reajustado para R$ 380, valor que vigoraria de janeiro até abril de 2019. Na proposta, o reajuste salarial oferecido continuaria sendo de 1,81% e o abono escolar subiria R$ 5, de R$ 270 para R$ 275.
 
Luís Fernando Nascimento disse que a nova proposta nem deveria ser considerada. “Essa proposta continua sendo ridícula. Não tem como a gente aceitar uma coisa dessas. Queremos avanços verdadeiros, queremos mais diálogo. A Prefeitura diz que não tem dinheiro, mas acabou de receber cerca de R$ 7 milhões com a venda da nossa folha de pagamento para o Santander.”
 
Na pauta de reivindicações entregue à Prefeitura, os servidores pedem um aumento geral de 20%, sendo 1,81% de inflação, 8% de aumento real e 10,45% de reposição de perdas salariais. Além disso, a categoria ainda quer um cartão-alimentação de R$ 600 e outros benefícios, como as faltas abonadas.
 
A nova proposta deve agora ser votada na assembleia convocada por Luís Fernando para o início da noite desta terça-feira, às 18 horas, na sede do sindicato. “Por mim, está rejeitada, mas não sou eu quem decide, e sim os servidores”, disse. Na assembleia, os servidores também deverão decidir os próximos passos. O prazo do estado de greve, decretado na semana passada, venceu ontem. A partir de agora, a categoria está autorizada por lei a decretar greve. 
 
A Prefeitura não comentou as negociações.

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