Com apenas 28 anos, a professora de português e inglês Letícia Vieira de Oliveira, que integra a rede estadual de ensino, é um grande exemplo de dedicação e amor ao trabalho que escolheu para se dedicar. Parte da equipe de educadores da Escola Estadual “Professora Helena Cury de Tacca”, no Jardim Tropical, escola vinculadora da Fundação Casa, ou seja, responsável por fornecer os professores que ministram aulas aos jovens que cumprem medidas socioeducativas, ela acaba de ganhar um prêmio especial pelo projeto Jornal do Bem, que realizou em 2017 com os jovens internos na instituição.
“O projeto nasceu do meu desejo de ampliar o vocabulário dos alunos e também de incentivá-los a participar de algo que de fato lhes interessasse. No início, eles ficaram reticentes. Afinal, para eles, jornal trazia apenas coisas ruins e isso está longe da verdade, né? Aos poucos, eles foram se envolvendo, participando e gostando. No final, ver o quanto eles melhoraram gramaticalmente foi espetacular”, explicou Letícia, que é natural de Jeriquara, mas vive em Franca desde 2014, ano em que passou a integrar a rede estadual de ensino.
Composto por textos feitos pelos próprios alunos durante as aulas, o Jornal do Bem tem reportagens de economia, política, saúde, cultura, esporte e também classificados, além de artigos de opinião. “O mais legal foi ver os artigos, pois opinião eles têm de sobra. Nas reportagens, trabalhamos com a reescrita, montando coisas boas em notícias ruins”, disse a professora.
O prêmio, conferido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e assinado pelo secretário da Educação, José Renato Nalini, confere à professora a Ordem do Mérito pelo trabalho exercido.
“A professora realiza um trabalho muito importante e quando a Secretaria do Estado nos contatou sobre educadores que se destacavam, não pensamos duas vezes antes de indicar a Letícia, que vem se destacando nessas iniciativas”, disse a dirigente regional de Ensino, Maria Luiza Franco Nery. “O trabalho realizado por ela com esses jovens que cumprem medidas socioeducativas, melhorando a escrita desses alunos, é maravilhoso e o Jornal do Bem foi apenas um capítulo de tudo o que ela realizou”, completou.
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