Chegou o domingo em que os cristãos comemoram a Páscoa. Esta data é celebrada há mais de dois milênios. Páscoa é para lembrar que Jesus Cristo ressuscitou. Desejamos uns aos outros “Feliz Páscoa” e com isso queremos dizer que queremos um mundo bom para todos, repleto de vida, esperança, amor e justiça. Entretanto, para uma criança é quase impossível falar de Páscoa sem lembrar ovos de chocolate. Mas... desde quando isso acontece? Vamos falar a respeito.
No começo, antes mesmo de existir Páscoa, os ovos eram realmente ovos- de galinha, pato, ganso... Sim, ovos com clara e gema, cozidos e com a casca pintada com motivos de flores e pássaros. Eles eram distribuídos às crianças no início da primavera europeia. Como o inverno na Europa é rigoroso, nesta estação as crianças ficavam retidas em casa, protegendo-se do frio. Com a mudança do tempo, festejava-se a volta dos belos dias de Sol. Assim se firmou a tradição de presentear com ovos, símbolo da vida, independente da crença religiosa. Só depois de 325 anos do nascimento de Jesus Cristo o costume de presentear com ovos pintados foi incorporado à tradição cristã.
A versão do ovo de chocolate só foi possível 200 anos depois da descoberta da América, por volta de 1700. Quando chegaram ao que hoje conhecemos como México, em 1492,os espanhóis entraram em contato com os povos maia e asteca, que consumiam um chá feito com as sementes do fruto chamado cacau. Este chá, ou infusão, era conhecido pelo poder de conferir energia ao organismo. Chamava-se tchocoatl. Por dois séculos ele foi apreciado pelos europeus, que com o passar do tempo substituíram água por leite. Mas foi preciso que o progresso avançasse para que o homem pudesse criar máquinas que transformassem as sementes de cacau em barras de chocolate. E, com as preciosas barras em mãos, um cozinheiro francês criou o ovo de chocolate. Desde então, os tipos, tamanhos e recheios dos ovos surpreendem os consumidores a cada Páscoa. Detalhe: o Brasil é o país onde mais se consomem ovos de chocolate.
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