Segundo relatos dos Evangelistas, Maria Madalena, no domingo, pela manhã, foi ao sepulcro onde fora depositado o corpo de Jesus, tornando-se participante ativa do maior acontecimento da história da humanidade. Desceu o monte, correndo, ao encontro dos discípulos, que se haviam escondidos, acovardados, medrosos de represálias, proclamando em alta voz: ‘resurrexit, resurrexit’, que significava ressuscitou, ressuscitou, tamanha a alegria de que se viu possuída.
Sua intenção era orar junto ao túmulo (que, cavado na rocha, se fechava por uma grande pedra e em nada se assemelhava aos ocidentais, pertencia a José de Arimateia), para, ali, colocar perfumes e flores.
Era costume sacerdotes aporem seus sinetes na massa fresca que se aplicava como vedação, para confirmar que, ali, havia um corpo sepultado. Mas, ao chegar ao local, Maria Madalena percebeu que a pedra que deveria fechar a entrada tinha sido removida e, onde deveria estar o corpo de Jesus, estavam apenas panos com que o haviam envolvido. Espantada, perguntou aos vigias: ‘Que foi feito do corpo do meu Senhor?’ Foi quando, assustada, ouviu a voz de um homem, chamando-a pelo nome e dizendo-lhe que era Jesus a quem ela procurava. Mas, Jesus não estava morto?! Não fora sepultado?! No seu espírito um clarão, como o de um raio, fê-la compreender que a promessa estava cumprida. Ele ressuscitara. Ele era, realmente, o Salvador prometido e sobre o qual todas as tradições falavam.
Que indizível emoção! Por isso que, arrebatada, Maria de Magdala desceu correndo a colina, cantando a bela anunciação comprovadora da imortalidade da alma: ‘Resurrexit’, Ele venceu a morte. Ele era mesmo o SALVADOR!
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
Em razão do feriado de sexta-feira (o Comércio não circulou no sábado), excepcionalmente hoje estamos publicando o artigo de Felipe Salomão
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