Complexo Aeroporto registra dois homicídios em três dias


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Policiais e peritos criminais estiveram na casa onde ocorreu o assassinato, no Jardim Aeroporto
Policiais e peritos criminais estiveram na casa onde ocorreu o assassinato, no Jardim Aeroporto
O complexo do Jardim Aeroporto, na zona sul de Franca, foi palco de mais uma ocorrência de homicídio. Nas primeiras horas da manhã deste sábado, a Polícia Militar foi acionada para comparecer em uma casa no final da avenida César Martins Pirajá, onde um homem assassinado a tiros. Dauriano Souza Rodrigues, de 25 anos, foi executado com pelo menos 13 disparos. A vítima já havia sido presa e era investigada pela polícia. Na noite de quarta-feira, uma mulher foi morta a facadas nas proximidades. Não há relação entre os crimes.
 
Vizinhos disseram ter ouvido barulho da porta sendo arrombada, gritos e tiros por volta da 1h30 da madrugada. A polícia só foi avisada às 8 horas. A vítima estava sozinha em casa. O corpo estava caído na cozinha, mas os disparos, aparentemente, começaram a ser efetuados no quarto. “Na verdade, foi uma execução. Os autores entraram pelos fundos da residência e mataram a vítima com vários tiros. A vítima já esteve presa e foi averiguada como testemunha de um assassinato que ocorreu diante de um bar no Aeroporto. Vamos tentar levantar o que ele estava fazendo e com quem ele estava andando”, disse o investigador Paulo Rodrigues, integrante da equipe de homicídios da DIG.
 
Dauriano estava com 17 perfurações no corpo. Só um exame mais detalhado no IML vai confirmar o que é entrada e saída dos projéteis. No interior da residência, a perícia aprendeu 13 cápsulas, sendo 11 de pistola semi-automática 380 e dois de chumbo calibre 38, o que indica que duas armas diferentes podem ter sido usadas. Os peritos fizeram exame residuográfico nas mãos da vítima para constar se ele efetuou disparos na tentativa de se defender.
 
A principal linha de investigação que a Polícia Civil trabalha é a de que tenha ocorrido execução motivada por acerto de contas. A suspeita é de que a vítima estivesse envolvida com a criminalidade no complexo do jardim Aeroporto. “Uma pessoa morrer com tantos tiros assim, alguma coisa de errado deveria estar fazendo”, concluiu o investigador. Ninguém foi preso.
 
A execução aconteceu a cerca de 500 metros do local onde a aposentada Elaine Cristiane César da Silva foi morta a facadas na noite da última quarta-feira.

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