Servidores têm reunião decisiva com a Prefeitura


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Servidores da UBS da Vila São Sebastião em dia de protesto
Servidores da UBS da Vila São Sebastião em dia de protesto
Uma nova reunião marcada para as 15 horas desta segunda-feira será decisiva para definir o rumo das negociações para o acordo salarial dos servidores municipais em 2018. O presidente do Sindicato dos Servidores, Luís Fernando Nascimento, e alguns representantes se reunirão com a Comissão de Negociação da Prefeitura, formada pelos secretários municipais Cléber Freitas dos Reis (Negócios Jurídicos), Alberto Donha (Recursos Humanos) e Tânia Bertholino (Finanças) no gabinete. 
 
Segundo Donha, na reunião será apresentada uma nova proposta de reajuste para os servidores. “Não iremos adiantar detalhes porque precisamos conversar primeiro com a diretoria do Sindicato. Mas faremos uma nova proposta e queremos melhorar nosso diálogo com os servidores”, disse Donha. 
 
Na segunda-feira passada, os servidores decretaram estado de greve. Um dia depois, o prefeito Gilson de Souza (DEM) apresentou um projeto que prevê a redução do valor mínimo para emissão de precatórios. O projeto atinge diretamente o interesse dos servidores uma vez que pode resultar em um prazo maior para o pagamento de sentenças judiciais. Só até o mês passado, os servidores tinham mais de 2,5 mil ações judiciais contra a Prefeitura tramitando na Justiça do Trabalho. 
 
A apresentação do projeto azedou os ânimos dos servidores que viram a medida como uma represália e protestaram na Câmara Municipal. Agora o governo deve tentar reverter o quadro. “Esperamos que eles (a Prefeitura) nos apresentem alguma proposta viável. Mesmo bastante irritados com tudo o que vem acontecendo, ainda estamos dispostos a negociar”, disse o presidente do Sindicato. 
 
Em sinal de boa vontade, Fernando transferiu a assembleia que aconteceria na noite de segunda para a de terça-feira. Na assembleia, os servidores definiriam como seriam as manifestações e paralisações. “Decidi que quero primeiro ouvir o que a administração Gilson de Souza tem a dizer. Estamos abertos. Mas quero deixar claro que não iremos desistir dos nossos direitos”. 
 
Fernando afirmou que já agendou para noite de terça, uma nova assembleia da categoria. “Se a proposta que a Prefeitura fizer for viável, a assembleia poderá analisá-la. Agora se não houver nenhuma proposta, a assembleia servirá para definirmos nossas estratégias, paralisações e manifestações.”
 
Os servidores municipais pedem um reajuste total de 20%, sendo 1,81% de inflação, 8% de aumento real e 10,45% de reposição de perdas salariais. Além disso, a categoria ainda quer um cartão-alimentação de R$ 600 e outros benefícios. 
 
Até o momento, a Prefeitura ofereceu um reajuste de 1,81% e um aumento de R$ 10 no cartão-alimentação, que passaria de R$ 360 para R$ 370. A categoria rejeitou.

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