Draco e eu


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Fui convidado para visitar o Batalhão de Polícia Militar ontem. Pensei que fosse para participar da festa de aniversário do major Araújo. Mas, não. Era para acompanhar o treinamento de cães que auxiliam a polícia na área do Comando de Policiamento do Interior, localizado em Ribeirão Preto e que abrange mais de 90 cidades. Acompanhar foi mera força de expressão. Fui gentilmente convidado a largar a caneta e o bloco de anotações para participar do treino que simulava práticas de abordagem e ataque. Não sei o motivo, mas os policiais me escolheram para fazer o papel de suspeito em fuga.
 
O primeiro desafio foi vestir a “Bite Suite”, roupa de proteção que é confeccionada em tecidos de nylon e algodão, manta acrílica e feltro sintético. A parafernália pesa em torno de 13 quilos e tem quase zero de flexibilidade. Imagina usar um troço desses debaixo de um sol do meio-dia. Equivale a um mês de academia e duzentas sessões de sauna. Tive que esperar cerca de 40 minutos para “entrar em cena”. Os policiais “amigos” deram conselhos animadores para me acalmar. “Cuidado para não cair. Não deixa o cachorro morder o seu pescoço, se não, já era.” A essa altura, já era tarde para um “jornalista raiz” fugir da raia.
 
O cão escolhido para contracenar comigo foi o Draco, um pastor alemão de quatro anos e que pesa 43 quilos. Não sei quantificar a força que o bicho tem, mas foi suficiente para me jogar no chão duas vezes. Mesmo com a roupa de proteção, deu para sentir a pressão de suas presas no meu braço. Imagino que muitos políticos que me acompanham todas as quintas neste espaço torceram para o Draco, mas escapei ileso e aqui estou eu. Uma prévia dessa aventura você pode conferir no Portal GCN (www.gcn.net.br). A matéria completa será publicada nas próximas edições do Comércio.
 
Sinal verde:  Termina domingo o prazo para a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara emitir o seu parecer sobre as contas de 2015 do ex-prefeito Alexandre Ferreira (SD). Pré-candidato a deputado federal, Alexandre depende da aprovação, pois a Lei da Ficha Limpa diz que as pessoas que tiverem as contas relativas ao exercício de cargos rejeitadas por irregularidade insanável ficam inelegíveis por oito anos. Apesar do escândalo dos falsos médicos, estou apostando os meus R$ 10 que a Câmara não vai impedir Alexandre de disputar as eleições. Graças, em boa parte, à providencial ajuda do Tribunal de Contas, cujo relatório aprova os números do ex-prefeito.
 
Com as bênçãos do Skaf: A secretária de Desenvolvimento, Flávia Lancha, não pretende disputar as eleições para deputado. Mas, poderá mudar de opinião. Paulo Skaf, que deverá disputar o governo pelo MDB, faz pressão para ela se candidatar.
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br
 

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