UBER JÁ MEXE COM O MERCADO DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS EM FRANCA
A chegada do Uber a Franca já reflete positivamente aos moradores da cidade. Após cerca de 15 dias em operação, o aplicativo de transporte de passageiros, além de oferecer uma opção aos francanos, ocasionou a redução de até 70% no preço cobrado pelos taxistas por corridas no município. A medida tomada em consenso pelas cooperativas de táxi atende a uma reivindicação antiga dos usuários, que questionavam a cobrança de taxa única por viagem. Mas foi tomada na tentativa de minimizar os efeitos da concorrência do Uber. Adaptar-se às novas tecnologias é a palavra de ordem. Não só para os taxistas, mas para todos os setores da economia.
Um grupo de taxistas foi até a Câmara Municipal, nessa terça-feira, pedir ajuda aos vereadores. Querem que o número de motoristas parceiros do Uber seja limitado e reivindicam a taxação do serviço no município. Justificam que as mesmas medidas são impostas aos táxis. Um dia antes, na segunda-feira, o presidente Michel Temer (MDB) sancionou a lei que regulamenta os aplicativos de transporte no Brasil. De acordo com o texto, cabe às Prefeituras decidirem como a prestação do serviço se dará em cada cidade. Proibir sua atuação, porém, está descartado.
Entre os poderes dos municípios, está inclusive, a cobrança de impostos e taxas locais. De acordo com o próprio Uber, em 2017, o aplicativo foi responsável pelo recolhimento de R$ 972 milhões em impostos no Brasil, sejam federais, com Imposto de Renda, Cofins e PIS, por exemplo, ou municipais. Cidades que já regulamentaram o serviço cobram ISS e contribuições municipais.
Ao ditar as normas em Franca, caberá ao município decidir se vai ou não taxar o serviço, como e de quanto será essa cobrança e quais as regras que deverão ser obedecidas na cidade. Tudo, porém, deve ser feito para permitir o pleno funcionamento dos aplicativos de transporte, sem prejudicar a população - a maior beneficiada -, e ainda para garantir condições justas para que os taxistas continuem a exercer seu trabalho.
É por isso que os motoristas de táxis devem lutar. Lutar contra o Uber será perda de tempo e de mercado. A tecnologia mudou a forma de consumo da população. Hoje tudo é feito através do celular. Ouvir música, assistir a TV, ler jornal, comprar roupa, eletrodoméstico, comida, serviços, pagar contas, pedir empréstimo, fazer financiamento... Praticamente tudo é feito hoje com um simples aparelho conectado à internet. A indústria da música, do entretenimento, da comunicação, as grandes redes de varejo e as pequenas lojas, restaurantes de bairro e redes de fast food, os bancos dos lucros bilionários... Todos tiveram de se adaptar. Por que com os taxistas há de ser diferente?
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