Uma colisão frontal entre dois caminhões provocou a morte de dois motoristas ontem na rodovia Rionegro e Solimões, antiga estrada Franca-Batatais. Almir Antônio de Mello, 57, morreu na hora. O outro condutor, Ronis Aparecido Borges, 47, sofreu fraturas diversas, foi socorrido, mas não resistiu.
O acidente aconteceu por volta das 12h30 no trecho de asfalto da pista, a cerca de oito quilômetros da Usina Cevasa. Almir, que dirigia um caminhão com placas de Duque de Caxias (RJ), havia descarregado uma carga de óleo vegetal na usina, retornava no sentido a Franca e estava num ponto de subida da pista. No sentido contrário, descia o caminhão dirigido por Ronis. Funcionário de uma empresa de concreto de Franca, ele estava indo buscar uma carga de areia.
Por motivos a serem esclarecidos, os dois caminhões bateram de frente em um ponto de boa visibilidade e foram parar no acostamento, com danos de grande monta nas cabines. O policial militar da reserva, José Elson de Oliveira, passava pelo local e auxiliou nos primeiros socorros. “Quando eu cheguei, ainda havia muita fumaça na pista. Eu e um outro motorista começamos a sinalizar a rodovia para evitar outros acidentes. Liguei para a polícia e para os bombeiros. Infelizmente, um motorista já estava agonizando. O outro gritava de dor e pedia socorro.”
Os socorristas chegaram rápido e constataram que Almir já estava morto. Muito ferido, Ronis foi internado no CTI da Santa Casa de Franca. “A vítima estava orientada, mas não estava sentindo as pernas e apresentava algumas fraturas pelo corpo”, disse o tenente Iago Gomes, do Corpo de Bombeiros. Por volta das 18 horas, os médicos constataram sua morte.
Ronis morava no Jardim Redentor, em Franca, e era de Rifaina, onde será o enterro, às 17 horas de hoje, com trabalhos da Funerária Tedesco.
Investigação
O tráfego de veículo ficou interrompido para que os policiais e peritos pudessem concluir os socorros e apurar as informações necessárias. O caminhão de óleo estava vazio, mas houve um pequeno vazamento dos tanques e os bombeiros precisaram jogar serragem na pista. “Apuramos que foi uma colisão frontal, mas não temos como afirmar qual foi a causa. É preciso esperar o laudo da perícia. Eu nunca havia atendido ocorrência de acidente neste trecho. Apesar de ser simples, a pista é bem sinalizada”, disse o cabo Roberto Rivelino, da Polícia Rodoviária.
A apuração das causas do acidente ficará por conta da Polícia Civil de Restinga. Foi o segundo acidente com vítima fatal envolvendo caminhões da mesma empresa de Franca neste mês. No dia 10, a colisão, ocorrida entre Itirapuã e Capetinga, matou uma enfermeira da Santa Casa.
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