A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) anunciou nesta sexta-feira a aprovação de projeto para a construção de um novo conjunto habitacional em Franca. O anúncio foi feito no final da tarde, depois de uma reunião entre o prefeito Gilson de Souza (DEM), o presidente da companhia, Nédio Henrique; o assessor executivo Gilson de Souza Júnior; e o diretor técnico, Agnaldo Quintana Neto, em São Paulo.
Ao todo, estão previstas 300 novas unidades que serão construídas em uma área que pertence à CDHU, próximo aos conjuntos habitacionais já existentes no Leporace. “Vamos aproveitar o terreno que temos ali. É uma área ampla, em que será possível construir os apartamentos”, disse o diretor técnico.
Pelo que ficou acertado na reunião, a Prefeitura será responsável por toda parte documental do empreendimento. “Ela terá de elaborar os projetos de construção, de instalação das redes de água, esgoto e energia. Ainda ficará responsável pela aprovação dos projetos nos órgãos técnicos e também pelo registro em cartório”, disse Quintana. A CDHU cederá a área e fará toda a execução da obra. O investimento previsto inicialmente é de R$ 30 milhões.
Os apartamentos serão voltados para famílias com renda entre um e dez salários mínimos, mas terão preferência as famílias com renda de até três salários mínimos. O valor das parcelas do financiamento da CDHU vai depender da renda. “Mas varia entre 15% e 30%”, disse o diretor.
O prefeito Gilson de Souza comemorou a conquista. “Foi uma luta, e agora conseguimos mais este benefício para a população de Franca. Fico contente porque nosso trabalho está dando resultados. Minha meta é construir 5 mil novas unidades na cidade até o final do meu mandato”, disse.
Segundo Gilson, as negociações com a companhia começaram em janeiro do ano passado, assim que assumiu a Prefeitura. “Venho conversando muito com o governo estadual para mostrar a necessidade de investimentos no município. Essa é só mais uma conquista das muitas que estão por vir.”
A assinatura do convênio para a construção deve ser feita em abril, no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A previsão da CDHU é que as obras comecem em um ano e meio. “Estimamos que a parte de documentação deva levar entre seis e oito meses. Depois temos a licitação para as obras, que costuma levar mais 90 dias e, então, há a liberação dos recursos. Acreditamos que, se tudo der certo, até o final do ano que vem a construção será iniciada”, disse Quintana.
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