O motorista Marcos Antônio Valin, 44, responsável pelo acidente de trânsito que provocou morte do próprio amigo Márcio José Soares, 39, domingo à tarde, se apresentou à polícia na tarde desta sexta-feira e deu sua versão para os fatos.
Acompanhado do advogado Reginaldo Carvalho, ele admitiu que havia tomado “quatro ou cinco latas de cerveja” e mais “três ou quatro” romarinhos. Disse acreditar que não estava embriagado. Alegou que trafegou na contramão da rodovia por uns 15 metros, mas que “se confundiu devido ao escuro da pista que é mal sinalizada”. Também admitiu que estava com a habilitação suspensa desde 2011 e que já foi preso por não pagar pensão alimentícia.
Após o depoimento, enquanto o seu advogado saia pela porta da frente da delegacia para despistar os jornalistas, ele saiu correndo por um portão lateral e sentou no banco do passageiro de uma caminhonete, que arrancou em alta velocidade.
Marcos deve ser indiciado por três crimes: homicídio culposo duplamente qualificado por não ser habilitado e por ter deixado de prestar socorro; afastar-se do local do acidente para fugir de responsabilidade penal ou civil e por dirigir veículo automotor sob efeito de álcool. “As penas, somadas, atingem oito anos em caso de condenação. Eu pretendo realizar uma reconstituição do acidente para esclarecer dúvidas. Minha intenção é fazer um inquérito muito bem embasado, com o máximo de informação possível, para que o promotor possa decidir se mantêm a nossa tipificação ou se é caso partir dolo eventual num homicídio doloso”, disse o delegado Alan Bazalha Lopes.
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