Sou amiga do silêncio, companheira da solidão.
Ando com o vagar das horas,
Imersa nesta vastidão.
Percorro mundos distintos, neste finito, invisível chão,
Deparando com as portas fechadas,
E escancarando minha escuridão.
E caminho repleta de sonhos,
Negando a dor e ilusão,
Escolho viver mil vidas a ser única nesta imensidão
Sou amiga dos recônditos, venerando as horas vãs.
Demolindo castelos sombrios, erigidos nesta solidão,
Fustigada pelo vento e cheia de alegrias pagãs.
E meu mundo no túnel do tempo,
Gira aleatório nesta amplidão;
Pleno de caminhos claros ou repletos de obscuridão,
Mas vida, esta, vibra em de mim, louca, fugaz, e
Rasante, levando-me de roldão...
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