Menos de um ano após assassinar o namorado da ex-mulher e de também tentar matá-la, o lavrador Antônio de Sousa Diniz, 55, foi colocado em liberdade. Por entender que a prisão preventiva não é mais necessária, a Justiça concedeu a liberdade provisória ao acusado. A previsão era de que ele deixasse a Penitenciária de Franca ainda na noite de ontem.
O crime aconteceu no dia 21 de maio do ano passado, meses após acabar o relacionamento entre Antônio e Helena Maria Vissolso. Segundo informações apuradas pela polícia, o acusado foi até o sítio onde a mulher morava em Ribeirão Corrente. Ela estava em casa com o namorado, o comerciante francano Paulo Fernando Garcia, 63. Helena foi a primeira a ser atingida, com um tiro no peito, do lado direito. Paulo teria entrado em luta corporal com o acusado, que atirou em seu olho, braço e peito. O comerciante morreu no local, enquanto a mulher foi socorrida e levada para a Santa Casa.
Antônio ficou foragido até o mês de outubro, quando foi encontrado e preso em Franca pela Polícia Civil de Ribeirão Corrente. Ele confessou o assassinato e a tentativa de homicídio. Alegou que teria cometido o crime por ouvir que havia sido traído.
Durante audiência realizada no Fórum de Franca, no último dia 20, o juiz José Rodrigues Arimatéa concedeu a liberdade provisória ao acusado e determinou a expedição do alvará de soltura. “O juiz entendeu que não existe mais a necessidade da prisão preventiva, pois a instrução probatória foi concluída e todas as testemunhas já foram ouvidas. Ele possui bons antecedentes, trabalha e tem endereço fixo”, disse o advogado Rui Engrácia Garcia.
Antônio foi advertido de que não deve se aproximar da vítima, não pode frequentar locais que sirvam bebidas alcoólicas nem permanecer em via pública após as 22 horas. Deverá informar à Justiça qualquer mudança de endereço residencial ou de trabalho. Se descumprir qualquer das condições, sua prisão será decretada de imediato.
“O fato de o acusado ter obtido a liberdade provisória, não significa que o processo vai parar. Ele continua respondendo a todas as acusações e é possível que seja levado a júri popular. O processo já está entrando na fase de alegações finais”, disse o promotor de Justiça Odilon Nery Comodaro.
O acusado responde por homicídio qualificado e tentativa de feminicídio.
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