Gilson de Souza (DEM) anunciou que a Prefeitura deve abrir uma frente de trabalho para oferecer vagas aos moradores de rua. Durante entrevista para o radialista Valdes Rodrigues, no programa Show da Manhã, da rádio Difusora, o prefeito disse que a iniciativa é uma forma de oferecer uma alternativa para essas pessoas.
“Pensamos em uma forma de recuperar essas pessoas que desejam uma oportunidade. Por isso, vamos criar uma frente de trabalho. Em breve, será encaminhado o projeto para a Câmara Municipal, que será uma chance para quem deseja sair dessa vida”, disse Gilson.
Segundo o prefeito, aqueles que aceitarem ingressar na Frente de Trabalho trabalharão no Horto Florestal, com o plantio de legumes e hortaliças orgânicos, que serão utilizados na rede municipal, nas creches e também em entidades.
“Ainda não havíamos discutido essa saída, mas acredito que seja muito importante. E, junto com a Secretaria de Ação Social, poderemos motivar esses moradores de rua em um processo de recuperação. Hoje, neste caminho, querendo trabalhar, temos cerca de 15 pessoas”, disse.
Estimativas de 2017 da Prefeitura chegaram a apontar que 1,2 mil pessoas viviam nas ruas de Franca. Em outubro, sem detalhar os motivos para a queda, o município estimativa a população de rua em 450 pessoas. Ontem, também sem explicar as razões para nova diminuição, o prefeito disse que hoje são 300 moradores de rua na cidade.
Barraco no Santa Adélia é desmontado
Uma equipe da Prefeitura, formada por duas assistentes sociais, advogado, o secretário de Ação Social, Vanderlei Tristão, e funcionários da Seleta realizaram, ontem, o recolhimento dos objetos em uma área no Parque Santa Adélia.
Usando o princípio do desforço imediato, a equipe ofereceu opções para que os moradores do barraco fossem para o Abrigo Provisório. Foram necessários dois caminhões para retirar garrafas, colchões, roupas, sapatos, alimentos, restos de comida pronta e bebidas, que estavam espalhados pelo espaço.
No caso do vestiário, onde moram dois casais, Tristão informou que aguarda um parecer do Departamento Jurídico da Prefeitura para pedir a reintegração de posse, já que eles ocupam o imóvel há algum tempo. A ideia é demolir o vestiário.
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