Servidores rejeitam por unanimidade proposta salarial


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Servidores rejeitaram proposta de 1,81% de aumento salarial e reajuste de R$ 6 no cartão-alimentação
Servidores rejeitaram proposta de 1,81% de aumento salarial e reajuste de R$ 6 no cartão-alimentação
Cerca de 300 servidores rejeitaram a proposta de acordo salarial feita pelo prefeito Gilson de Souza (DEM), durante uma assembleia realizada no final da tarde de ontem, 20, no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Por unanimidade, os servidores optaram por seguir com as negociações e tentar aumentar os 1,81% de reajuste salarial, R$ 6 de aumento no cartão-alimentação e ainda os R$ 5 oferecido para o abono-escolar.
 
“Os valores oferecidos pelo prefeito, que na realidade não nos ofereceu nada, são absurdos e não vamos aceitar. Hoje (ontem) decidimos, com o apoio de todos os servidores presentes, que a luta vai continuar e vamos cobrar do prefeito a promessa que ele nos fez o ano passado de dar um reajuste justo e atender as nossas principais reivindicações”, disse o presidente do sindicato, Luís Fernando Nascimento.
 
Durante a assembleia, os servidores se exaltaram por diversas vezes, mas o descontentamento ficou evidente especialmente no momento em que o presidente do sindicato falou sobre o valor de reajuste oferecido para o cartão-alimentação, que atualmente é de R$ 360 e passaria para R$ 366 - os servidores pedem no mínimo R$ 600 - e também no abono-escolar, que passaria de R$ 270 para R$ 275, mas para o qual os servidores pedem R$ 350. 
 
“Agora vamos marcar com o prefeito e pediremos uma nova proposta. Essa mobilização foi boa, os trabalhadores atenderam o nosso chamado e estamos confiantes. Pediremos para o prefeito que melhore a proposta, mesmo que se seja apenas no cartão-alimentação. Se a lei impede o reajuste na folha, que faça no cartão. Inicialmente, a greve está descartada e vamos para novas negociações”, afirmou Nascimento. 
 
Além do reajuste salarial e aumento no cartão-alimentação, outro ponto que não agradou o sindicato foi a tentativa por parte da Prefeitura de tentar negociar o pagamento das sentenças condenatórias nas ações judiciais trabalhistas movidas pelos servidores por causa do pagamento irregular de férias. “Como já falei antes e repito, sentença não se discute, se cumpre. E é isso que vamos buscar. Além de um reajuste digno, queremos que as ações sejam pagas”, disse o presidente. 
 
Negociação dos servidores é discutida pelos vereadores
As negociações salariais dos servidores foram um dos temas debatidos pelos vereadores, ontem, na Câmara.
 
O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) comentou a reunião, segunda-feira, entre o prefeito Gilson de Souza (DEM), alguns secretários e representantes do Sindicato dos Servidores. O encontrou terminou sem avanços. Os servidores criticaram duramente a proposta da Prefeitura de um aumento de 1,81% e de R$ 6 no cartão-alimentação. 
 
“(É preciso) evitar o que aconteceu em anos anteriores, em que um projeto de lei veio para esta casa prevendo um aumento para os servidores de forma unilateral (...) Só votarei se houver um acordo entre ambas as partes”, disse Corrêa.
 
O vereador Marco Garcia (PPS) também criticou a proposta do prefeito. “Cabe sempre a negociação. Sabemos da dificuldade da Prefeitura com a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas é possível sempre negociar, melhorar um pouco as propostas.” Também defendeu uma negociação sobre o pagamento das sentenças condenatórias das ações trabalhistas sobre o pagamento de férias aos servidores. “Tem que negociar sim, porque ninguém aqui quer ver a cidade em uma situação difícil financeiramente.”

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