Advogado usa até PCC contra projeto


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Ao longo das discussões sobre o projeto da redução de distância entre os postos, um argumento chamou a atenção. O advogado da Associação dos Postos de Combustíveis, Denilson Carvalho, disse que a ação de grupos criminosos como o PCC (Primeiro Comando da Capital) está diretamente ligada aos postos com preços mais baratos. Denilson citou uma reportagem do jornal O Estado de SP, que traz a informação de que 150 postos de combustíveis na capital são dominados pelo PCC e que eles praticam um preço menor para poder lavar dinheiro. “É uma concorrência predatória e desleal. Eles não respeitam as leis e as normas”. 
 
A argumentação foi rebatida pelo vereador Corrêa Neves Jr. “Do jeito que o senhor coloca, parece que o PCC traz o efeito benéfico de baixar os preços dos combustíveis. Não é aceitável. Além disso, parece que fomos condenados a viver no inferno pagando sempre mais caro pelo combustível e que não há solução”. O advogado ainda falou sobre a influência do mercado internacional nos preços e da alta carga tributária do setor.
 
Denilson foi questionados por membros do grupo Protesta Franca. Muitos se mostraram indignados com a argumentação feita por Denilson. “O senhor devia ter vergonha de vir aqui e falar essas coisas”, disse Carlos Roberto dos Santos. Denilson rebateu: “Sou um homem honrado. Vim aqui debater sobre o projeto e tenho uma história a ser respeitada”. Por fim, o advogado pediu que os vereadores rejeitassem a proposta ou a adiassem. 

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