Logo no início da sessão desta terça-feira, depois de votarem um pedido de regime de urgência, o presidente da Câmara o vereador Donizete da Farmácia (PSDB) atendeu a um pedido feito pelo vereador Tony Hill (PSDB) para suspender os trabalhos. O motivo foi ouvir novamente a argumentação dos donos de postos de combustíveis. Os trabalhos foram suspensos por cerca de meia-hora e os vereadores se reuniram no Plenarinho com donos de postos e com representantes do grupo Protesta Franca.
Mais uma vez, os donos disseram não ser contra a instalação de novos postos, mas acreditam que o projeto não resultará na redução de preços. Segundo o presidente do Sincopetro na região de Franca, Marcos Amaral, os postos são obrigados a comprar os combustiveis da Petrobrás, que apresenta uma variação de preço diária. "Somos reféns da Petrobras. Não somos os vilões, não ficamos com a maior parte dos lucros". Ele também explicou que diferente de outros municipios Franca precisa pagar R$ 0,05 por litro de frete.
Questionado pelo vereador Correa Neves Jr. (PSD) sobre o por que de em Franca os preços serem sempre mais altos mesmo em relação a cidades vizinhas como Cristais Paulista ou Batatais, o presidente explicou que se devem a outros componentes do custo de funcionamento do posto. "Para essas cidades, alguns custos como por exemplo o de aluguel é menor", disse sem dar detalhes.
Os donos de postos foram questionados sobre o alinhamento de preços, eles justificaram que isso se deve ao fato de todos comprarem do mesmo fornecedor.
Mesmo sem uma definição, a reunião foi encerrada e os trabalhos retomados na Câmara.
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