Carro autônomo da Uber mata pedestre nos EUA


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O carro estava em modo autônomo, mas com um motorista no volante por segurança
O carro estava em modo autônomo, mas com um motorista no volante por segurança
Uma mulher em Tempe, no Arizona, morreu após ser atropelada por um carro autônomo operado pela Uber, informou a polícia da cidade americana nesta segunda-feira (19). É o primeiro caso de morte de pedestre oficialmente reconhecida ocasionada por um veículo autoguiado.
 
O carro estava em modo autônomo, mas com um motorista no volante por segurança, quando atingiu a mulher, que atravessava a rua fora do cruzamento para pedestres, disse a polícia.
 
O acidente ocorreu às 22h de domingo (18) (2h de segunda em Brasília). A vítima é Elaine Herzber, 49, que chegou a ser levada a um hospital próximo, mas não resistiu.
 
A Uber disse estar cooperava plenamente com as autoridades e suspendeu seus testes com veículos autônomos nos EUA (Tempe, San Francisco e Pittsburgh) e no Canadá (Toronto).
 
"O veículo estava viajando para o norte quando uma mulher caminhando fora do cruzamento atravessou a estrada de oeste a leste e foi atingida pelo veículo da Uber", afirmou a polícia.
 
O modelo envolvido é um Volvo XC90. Em novembro de 2017, a Uber negociou com a montadora de origem sueca a compra de 24 mil unidades do SUV entre 2019 e 2021, mas já testava cem unidades.
 
Segundo a Volvo, que hoje pertence à chinesa Geely, a tecnologia autônoma do modelo não foi fabricada por ela.
 
A NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration) e a NTS (National Transportion Safety), entidades de segurança do trânsito nos EUA, enviaram equipes para investigar o caso.
 
Um Volvo XC90 autônomo da Uber já esteve envolvido em outro acidente há um ano em Tempe. Na ocasião, o veículo foi atingido pelo motorista de outro carro que não conseguiu frear. O carro da Uber estava no modo autoguiado, com um motorista de segurança atrás do volante, mas a polícia disse que o veículo da empresa não tinha responsabilidade no acidente.
 
TESTES
 
A Uber é uma das muitas empresas de tecnologia e fabricantes de automóveis, como a General Motors, na corrida para lançar carros com grau elevado de autonomia no mercado nos próximos anos.
 
Na sexta (16), a Waymo, unidade de carros autônomos da Alphabet, dona do Google, e a Uber pediram ao Congresso americano que aprovasse legislação abrangente para acelerar a introdução de carros sem motoristas nos EUA.
 
O projeto está parado pela preocupação de alguns democratas com questões de segurança, e a morte deste domingo pode dificultar a rápida passagem do texto, disseram assessores do Congresso.
 
A expectativa é que os carros autônomos sejam mais seguros, pois não se distraem como os humanos e seriam programados para sempre respeitar as leis de trânsito.
 
Os pesquisadores que trabalham com tecnologia, porém, têm lutado para descobrir como ensinar os sistemas autônomos a se ajustar à conduta ou ao comportamento humano imprevisíveis.
 
As preocupações com a segurança dos carros autônomos aumentaram após o motorista de um veículo parcialmente autoguiado da Tesla morrer, em 2016, em um acidente, enquanto usava seu sistema de piloto automático –posteriormente, os reguladores determinaram que a Tesla não teve culpa.
 
Em dezembro de 2016, a primeira tentativa de Uber de testar carros autônomos em San Francisco foi interrompida pelas autoridades, após a empresa ter iniciado os testes sem solicitar licenças.
 
Após a disputa em San Francisco, a Uber mudou sua frota de carros autônomos para os testes no Arizona.
 
O estado, que é usado por várias empresas de tecnologia para testar sistemas autônomos, adotou uma abordagem mais leve para a regulamentação de carros autoguiados.

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