Prefeito oferece 1,81% de aumento e mais R$ 6 no cartão


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Reunião entre representantes dos servidores e o prefeito Gilson de Souza (DEM) e secretários municipais, ontem
Reunião entre representantes dos servidores e o prefeito Gilson de Souza (DEM) e secretários municipais, ontem
A primeira reunião para a discussão do acordo salarial dos mais de 4,7 mil servidores municipais não avançou. Durante cerca de duas horas, estiveram reunidos no gabinete do Prefeito os secretários de Finanças, Tânia Bertholino, e de Recursos Humanos, Alberto Donha, e uma comissão de representantes do sindicato da categoria. 
 
Segundo o presidente do sindicato, LuÍs Fernando Nascimento, a contraproposta feita pelo prefeito Gilson de Souza (DEM) não merece ser considerada. “Depois de no ano passado ter nos prometido avançar nas negociações deste ano, o prefeito ofereceu para os servidores apenas a reposição da inflação de 1,81% e um aumento de R$ 6 no cartão-alimentação. É uma proposta inadmissível e vergonhosa”, disse ele.
 
Os servidores pedem 20% de aumento e reposição de perdas salariais e mais um cartão-alimentação de R$ 600, além de outros benefícios. A proposta do prefeito deve agora ser apresentada aos servidores para votação na assembleia convocada para a noite desta terça-feira. “Espero que os servidores compareçam e mostrem para o prefeito que merecemos respeito”. 
 
O presidente do sindicato disse que, mesmo com a proposta feita pelo governo nesta segunda-feira, deve insistir em novas negociações. “Ainda acreditamos que o governo pode avançar. Pode rever seu posicionamento e valorizar os servidores”. 
 
O sindicato deve tentar agendar nova reunião com o governo no início da semana que vem.
 
Férias
Além do acordo salarial, a reunião também discutiu a possibilidade de parcelamento do pagamento de sentenças condenatórias nas ações judiciais trabalhistas movidas pelos servidores, que, segundo estimativas do governo, devem fechar 2018 na casa dos R$ 25 milhões. 
 
Durante as últimas duas décadas, a Prefeitura não cumpriu a determinação de pagar antecipadamente as férias dos servidores. Ela pagava apenas o adicional de um terço e deixava para quitar o salário do servidor quando ele voltasse ao trabalho, o que foi considerado irregular pela Justiça. Milhares de servidores já ingressaram com ações judiciais pedindo indenização.
 
Ainda de acordo com Luís Fernando, o prefeito quer parcelar o pagamento dessas ações em, no mínimo, oito vezes. “Mas diante da postura do Executivo de negar todos os nossos pedidos na pauta do acordo salarial, não vamos negociar o pagamento das sentenças de férias. Como diz o dito popular: sentença não se discute, se cumpre. É assim que vamos fazer”. 
 
A Prefeitura não se pronunciou sobre a reunião.

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