Mais de 40 estudantes com algum tipo de deficiência não puderam assistir às aulas nas escolas estaduais nesta segunda-feira. Os cuidadores, que são profissionais especializados que fazem o acompanhamento destes alunos, não foram trabalhar. Sem eles, as unidades acharam melhor não receber os estudantes. Revoltado, um grupo de pais procurou a polícia e o Conselho Tutelar de Franca para registrar uma reclamação.
Pai de uma aluna de 15 anos, que está no 1º ano do ensino médio, o jornalista Erismar Tanja disse que só foi informado da situação ontem pela manhã. “Cheguei para deixar minha filha, que é cadeirante, na escola, mas ela não pôde entrar. Disseram que não tinha cuidador e, por isso, ela não poderia assistir às aulas. É um descaso. Um absurdo”. Segundo ele, na unidade, ele foi informado de que não havia previsão sobre a contratação de novos cuidadores e que sua filha teria de esperar. “Falei com outros pais que também têm filhos especiais e todos também estavam na mesma situação. Decidimos que não íamos ficar calados e procuramos o Conselho Tutelar porque nossos filhos não podem ficar sem aulas”.
Além do Conselho Tutelar, o grupo de pais também esteve no 3º Distrito Policial e na Promotoria das Pessoas Portadoras de Deficiência para denunciar o caso. “Alguém tem que fazer algo”, disse o jornalista.
Resposta
A diretora de Ensino substituta, Silma Rodrigues Oliveira Leite, disse que todas as providências para solucionar o problema já estão sendo adotadas pelo governo do Estado. Ela confirmou que venceu o contrato com a empresa Acis, que era a responsável pelo fornecimento dos profissionais. “O contrato venceu e, como a empresa já estava há 60 meses atuando, não pôde ser renovado. Tivemos que abrir uma nova licitação”, disse ela.
Segundo Silma, a licitação foi aberta em fevereiro, mas ainda não foi concluída. “A licitação foi aberta em caráter emergencial, mas ainda está em fase de conclusão.”
Para não deixar os alunos sem aulas, a Diretoria de Ensino pediu para cada escola verificar se em seus quadros de funcionários existem professores ou outros profissionais que possam atuar em caráter emergencial como cuidadores. “Cada escola está estudando uma solução. Os pais serão procurados e informados a respeito. Para aquelas unidades em que não houver profissionais, a Secretaria já se comprometeu a contratar em caráter de urgência. O que não podemos é prejudicar os alunos.”
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