Quando publiquei uma resenha sobre o livro "Quarto" (R$ 49,90, 350 págs., Record) na minha coluna de literatura na Revista da Hora, em 2011, obviamente não poderia imaginar que sete anos depois escreveria um texto aqui sobre a mesma história, mas já tinha em mente que aquela era uma trama universal, merecedora de leitura ainda por muitas décadas. Tanto que a obra da autora irlandesa Emma Donoghue foi eleita a melhor do ano pelo jornal "The New York Times" e ainda virou o filme "O Quarto de Jack" (2015).
A produção, que deu o Oscar de melhor atriz a Brie Larson, chega neste sábado, dia 24, à plataforma de vídeos sob demanda Netflix (www.netflix.com.br).
Como o livro é narrado por Jack (um garoto de 5 anos que vive em cárcere privado com a mãe e crê que o mundo se resume àquilo), o filme perde um pouco da visão do garoto, mas desenvolve mais a história. Quando a trama começa, os dois já estão vivendo há anos presos em um quarto sem janelas, à prova de som, cuja entrada é protegida por uma senha.
Jack nunca conheceu nada além daquilo e é assombroso quando ele finalmente entra em contato com a sociedade e a luz do sol. O deslumbramento do menino, contudo, é ofuscado pela dificuldade que sua mãe tem de se adaptar à liberdade.
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