Os sapateiros rejeitaram, no início da noite dessa quinta-feira, a proposta apresentada pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) para o acordo salarial de 2018 e prometeram ir para a porta das fábricas, pedir o apoio da categoria para pressionar os industriais a melhorarem a proposta. A assembleia aconteceu na sede do Sindicato dos Sapateiros e contou com a presença de cerca de 50 trabalhadores.
Pela manhã, representantes dos dois sindicatos (sapateiros e calçadistas) estiveram reunidos na quarta rodada de negociações. Segundo o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, as tratativas não foram como a categoria esperava. “Achei que eles (os industriais) queriam negociar, que estavam dispostos a nos ouvir, mas não foi o que aconteceu”, afirmou.
Sebastião disse que o Sindifranca ofereceu apenas a reposição salarial, que significaria um reajuste de 2%. “Ainda tentamos conversar, mas não teve conversa, não. Eles disseram que iam entrar com o dissídio na Justiça e pediram que nós fizéssemos o mesmo.”
Sebastião disse que, por fim, os industriais ainda ofereceram negociar o valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). “O problema é que seria essa negociação ou o aumento de 2%. Não queremos isso.”
Na assembleia, a proposta foi rejeitada por unanimidade. A categoria pede um aumento de pouco mais de 11% e reajustes no abono escolar e na PLR, além de cesta básica e outros benefícios.
Os diretores do sindicato convocaram os trabalhadores para as manifestações em frente às fábricas, a partir da semana que vem. “Não vamos desistir de negociar. Não vamos desistir de sermos ouvidos. Mas precisamos da ajuda e do apoio de todos os trabalhadores”, disse Sebastião. As mobilizações devem começar na segunda-feira pela manhã.
Depois da assembleia, a reportagem do Comércio tentou contato com o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, mas ele não atendeu ao celular.
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