Franca confirmou uma morte suspeita por leishmaniose. A informação foi passada ontem, 15, pelo diretor da Vigilância em Saúde, que engloba as vigilâncias Ambiental, Epidemiológica e Sanitária, Nelson Salomão. A vítima, uma mulher, que não teve seu nome e idade divulgados, morreu no dia 26 de fevereiro deste ano, na Santa Casa de Franca, depois de apresentar sintomas da doença. Outro caso suspeito, este tendo como paciente um homem, que ainda está internado também na Santa Casa de Franca, é investigado.
“A mulher que morreu tinha residência em Franca e também em Claraval (MG), por isso não sabemos, se for mesmo confirmada a doença, se ela contraiu lá ou aqui, ou ainda se a morte foi de fato provocada pela doença, que ela pode ter contraído há alguns anos e pode nunca ter se manifestado. Qualquer confirmação neste momento ainda é prematura. Existe a suspeita, mas exames mais precisos poderão confirmar o diagnóstico”, disse Nelson Salomão.
O diretor da Vigilância em Saúde informou ainda que diversos casos de contaminação em animais foram registrados na região, com destaque para Pedregulho e no distrito de Estreito. “Em Pedregulho e Estreito alguns casos foram registrados e diversos animais tiveram que passar por uma eutanásia, medida indicada para esses casos. Em dez anos, na região, foram confirmados cerca de 200 casos da doença em animais. Em Franca, entre 2017 e este ano, foram quatro casos, que também terminaram com os animais sacrificados. O fato é que a doença em animais está circulando na região e é preciso um alerta”, completou.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Rodolfo Moraes Silva, ainda é prematuro um diagnóstico que aponte a leishmaniose como a causa da morte da vítima. “Neste caso, o paciente foi a óbito possivelmente por outras causas. A sorologia veio positiva, mas o caso ainda está em investigação. A equipe precisa avaliar uma série de outros fatores, clínicos e epidemiológicos, para assim fechar o diagnóstico. Então, ainda não está confirmada a morte por leishmaniose, e esta é a nossa posição oficial”, afirma.
A doença
A leishmaniose visceral é uma doença causada por um parasita transmitido ao homem pela picada de mosquitos conhecidos como palha ou birigui. A maioria das pessoas infectadas não desenvolve a leishmaniose visceral. Mas, quando não diagnosticada e tratada a tempo, ela mata em 90% dos casos. Não há vacina que previna a doença. Febre de longa duração e aumento do fígado e baço estão entre os sintomas. Testes de diagnóstico rápido e medicamentos para o tratamento são oferecidos no SUS (Sistema Único de Saúde).
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